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Bolsas dos EUA caem mais de 1% devido à contracção dos serviços

As principais bolsas norte-americanas desciam mais de 1%, depois de ter sido divulgado que o sector dos serviços dos EUA registou, inesperadamente, uma contracção em Janeiro, o que provocou uma reacção imediata nas bolsas, com os investidores a reflectire

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2008 às 14:53
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As principais bolsas norte-americanas desciam mais de 1%, depois de ter sido divulgado que o sector dos serviços dos EUA registou, inesperadamente, uma contracção em Janeiro, o que provocou uma reacção imediata nas bolsas, com os investidores a reflectirem os receios de recessão económica.

O Dow Jones [indu] descia 1,73% para 12.416,08 pontos e o Nasdaq [ccmp] recuava 1,65% para 2.343,65 pontos.

O índice ISM para os serviços, responsável por cerca de 90% da economia norte-americana, caiu para 41,9 pontos, o nível mais baixo desde Outubro de 2001. Este valor compara com os 54,4 pontos registados no mês anterior. Uma leitura inferior a 50 pontos corresponde a uma contracção.

As previsões têm apontado para que a economia dos EUA entre em recessão, depois da crise de crédito de elevado risco ter-se instalado nos mercados. Mesmo com as descidas de juro efectuadas pela Reserva Federal (Fed) norte-americana, as previsões apontam para que a economia dos EUA não consiga escapar a uma recessão. A autoridade monetária cortou o preço do dinheiro de 5,25% para os actuais 3%.

As quedas nas bolsas eram generalizadas, reflectindo os receios de recessão económica em todos os sectores.

As acções da Amazon perdiam 1,5% para os 72,84 dólares, a eBay recuava 2,19% para os 28,18 dólares e a Intel recuava 1,58% para os 20,74 dólares.

As petrolíferas também desvalorizavam, numa altura em que o petróleo perdia quase 2% nos mercados internacionais devido aos receios de recessão, que se se confirmar deverá provocar uma diminuição do consumo de combustíveis, daquele que é o maior consumidor do mundo. As acções da Exxon Mobil desciam 1,62% para os 84,05 dólares.

A banca não escapava. Este foi o sector que primeiro se ressentiu, depois da crise de crédito de elevado riso se ter instalado e provocado prejuízos a muitos bancos, já que estes foram obrigados a contabilizar montantes de amortizações de activos recorde. O Citigroup perdia 2,57% para os 28,46 dólares e o JPMorgan recuava 2,47% para os 45,08 dólares.

1 euro = 1,4651 dólares

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