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Bolsas dos EUA caem para mínimos de 12 anos

As bolsas norte-americanas fecharam em queda, negociando em mínimos de 12 anos. A queda das bolsas surge depois do presidente da Reserva Federal (Fed) ter afirmado que os EUA ainda não conseguiram estabilizar o sistema financeiro e que o impacto do plano de estímulos ainda é incerto.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 21:33
As bolsas norte-americanas fecharam em queda, negociando em mínimos de 12 anos. A queda das bolsas surge depois do presidente da Reserva Federal (Fed) ter afirmado que os EUA ainda não conseguiram estabilizar o sistema financeiro e que o impacto do plano de estímulos ainda é incerto.

O Dow Jones desceu 0,55% para os 6.726,02 pontos, tendo tocado no valor mais baixo desde Abril de 1997. O S&P500 recuou 0,64% para os 696,33 pontos, o valor mais baixo desde Outubro de 1996.

Estes dois índices acumulam já perdas superiores a 22% desde o início deste ano, com o sector financeiro a ser um dos principais responsáveis pelas descidas acentuadas nas bolsas.

O Nasdaq perdeu 0,14% para os 1.321,01 pontos, acumulando perdas de 16,2% desde o início de 2009.

O presidente da Fed, Ben Bernanke, admitiu hoje que “claramente não estabilizámos” o sistema financeiro e que os 700 mil milhões de dólares estipulados para ajudar o sector bancário a ser salvo podem não ser suficientes, o que provocou novas quedas nos índices bolsistas com receios de novas perdas.

O responsável voltou a afastar a possibilidade de nacionalizar instituições financeiras, considerando que esta medidas não é desejável, nem necessária.

Bernanke, que revelou ainda que o programa de um bilião de dólares para impulsionar o financiamento para os consumidores e empresas vai começar no dia 25 de Março.

E hoje foi o dia dos responsáveis pelo plano de salvação da banca falarem. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou que o plano de salvação da banca norte-americana pode custar mais do que os 700 mil milhões de dólares estipulados e diz que é necessário chegar a um acordo para “determinar a dimensão e a forma apropriadas” de novos planos de salvação.

O facto que mais pressionou a negociação bolsista foi o do presidente da Fed ter dito que o sistema financeiro não está estabilizado.

As acções da General Electric perderam 7,76% para os 7,01 dólares e a General Motors cedeu 1% para os 1,99 dólares.

As acções da Home Depot desvalorizaram mais de 5% para os 18,89 dólares, depois de ter sido divulgado que as vendas de casas em segunda-mão nos EUA diminuíram em 7,7%, em Janeiro, sugerindo que a recuperado do mercado imobiliários estará longe. Os economistas esperavam uma quebra de 3,5%.

A contrariar esta tendência esteve a AIG, que subiu 2,38% para os 0,430 dólares, e o Citigroup, que subiu 1,67% para os 1,22 dólares. Ambas as instituições já foram alvo de intervenção governamental para evitarem a falência.

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