Bolsa Bolsas europeias caem de máximos de 2008 pressionadas pela banca e receios económicos

Bolsas europeias caem de máximos de 2008 pressionadas pela banca e receios económicos

Os principais índices bolsistas europeus encerram esta segunda-feira num clima misto caindo de máximos de 2008. A pressionar as transacções esteve o sector bancário mas também a expectativa de que o Eurostat revele uma contracção da economia da Zona Euro maior do que o antecipado.
Bolsas europeias caem de máximos de 2008 pressionadas pela banca e receios económicos
Inês Balreira 13 de maio de 2013 às 18:19

O Stoxx Europe 600, que reúne as 600 maiores empresas europeias fechou a ceder 0,17% para 304,46 pontos, corrigindo os ganhos acumulados nas últimas quatro sessões. Na última semana o índice tinha avançado 1,3%, beneficiado pelos resultados acima do esperado de empresas como a BT Group e a Hochtief, mas também pela maior flexibilidade demonstrada pelo BCE para voltar a reduzir as taxas de juro, caso seja necessário. Desde o início do ano o Stoxx 600 já avançou 8,8%.

 

A influenciar as transacções do primeiro dia da semana esteve o sector bancário e as transportadoras aéreas, mas ainda um relatório do Eurostat que deverá ser conhecido na próxima quarta-feira. Os economistas acreditam que o relatório, sobre a evolução do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre, vai revelar o maior ciclo de recessão da Zona Euro desde a sua fundação, ultrapassando a contracção económica verificada entre 2008 e 2009. De acordo com as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, o PIB da Europa a 17 terá contraído 0,1% nos primeiros três meses de 2013.

 

Os dados europeus ofuscam, assim, os dados do outro lado do Atlântico. O Departamento do Comércio norte-americano divulgou esta segunda-feira que as vendas a retalho cresceram 0,1% em Abril, contrariando as previsões que apontavam para uma contracção, seguindo a tendência verificada em Março.

 

O índice que mais perdeu na sessão de hoje foi o IBEX. Os vários acordos assinados na cimeira Ibérica entre Portugal e Espanha não foram o suficiente para incentivar os investidores e o índice espanhol fechou a ceder 1,01% para os 8.457,80 pontos.  

 

O PSI-20 português foi o segundo que mais perdeu, com o BCP, BES e Galp a pressionar o índice, que encerrou a depreciar 0,90% para 6.219,09 pontos.

 

Em Itália, o MIBTEL fechou a perder 0,65% para 7.171,52 pontos, no dia em que o Governo italiano emitiu oito mil milhões de euros em dívida, tendo conseguido todo o valor pretendido, com a procura a superar a oferta. Contudo, tal facto não foi suficiente para motivar os investidores.

 

Por sua vez, o CAC 40 fechou a ceder 0,22% para 3.945,20 pontos, prejudicado pela Air-France qua caiu 4,3%. Já o AEX terminou as transacções accionistas a desvalorizar 0,1% para os 361,12 pontos.

 

Na Alemanha a tendência foi positiva, ainda que ligeira, com o DAX a apreciar 0,01% para 8.279,29 pontos. A queda de 5% do Commerzbank, o segundo maior banco alemão, não foi o suficiente para levar o índice alemão para terreno negativo. O banco registou esta queda depois do jornal "Handeslblatt" ter noticiado que o Commerzbank vai emitir novas acções, no âmbito do aumento de capital no valor de 2,5 mil milhões de euros que tem previsto.

 

O FTSE, em Londres, encerrou a sessão também em terreno positivo, a ganhar 0,1% para 6.631,76 pontos.

 

O índice que mais valorizou nesta primeira sessão da semana foi o grego ASE/FTSE que fechou a apreciar 4,58% para 364,55 pontos. O desbloqueio da primeira tranche do resgate a Chipre, aprovado esta segunda-feira, e a divulgação de um relatório da Comissão Europeia, que dá conta do cumprimento das metas orçamentais em 2012 e aponta para o cumprimento das metas este ano e no próximo, parece ter incentivado os investidores.




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