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Bolsas europeias em alta à espera da aprovação de plano de salvamento

As principais praças europeias seguem a negociar em alta impulsionadas pelas expectativas de que o plano para salvar o sistema financeiro da maior economia do mundo seja aprovado.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 10:41
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As principais praças europeias seguem a negociar em alta impulsionadas pelas expectativas de que o plano para salvar o sistema financeiro da maior economia do mundo seja aprovado.

O índice pan-europeu Stoxx50, que engloba as 50 maiores empresas europeias, ganha 0,75% para os 2.654,82 pontos.

Entre as principais praças, o índice inglês Footsie era o que mais ganhava ao valorizar 1,61% para os 4.981,21 pontos, seguido do IBEX em Espanha que avança 0,95% para os 11.091,90 pontos.

O AEX em Amesterdão valorizava 0,93% para os 334,54 pontos, o CAC40 negociava nos 4.046,32 pontos ao somar 0,35% e o DAX alemão contrariava a tendência ao perder 0,21% para os 5.818,91 pontos.

O mercado está assim a reagir em alta pela segunda sessão consecutiva às expectativas de que o Congresso dos EUA aprove o plano de salvamento do sistema financeiro nos EUA.

O plano consiste na injecção de 700 mil milhões de dólares no sistema financeiro americano, montante esse que será utilizado para comprar activos não líquidos a instituições com fragilidades de liquidez. A liquidez tem sido o tema central nesta crise que já fez várias vítimas nos EUA e, agora, na Europa.

O Senado dos Estados Unidos tem agendado para hoje a votação do Plano Paulson, que tem novas medidas face ao chumbado pela Câmara dos Representantes. Os seguros dos depósitos mais que duplicam e o pacote de benefícios fiscais é alargado.

O mercado acredita que depois de aprovado pelo Senado, o seja também amanhã pela Câmara dos Representes.

Ontem o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que uma abordagem pan-europeia à crise na banca é improvável, salientando que “cada país tem de mobilizar os seus próprios esforços”. No entanto o responsável acrescentou à Bloomberg TV que, “é claro que há o espírito europeu, que é o espírito de um mercado único”.

As declarações de Trichet surgiram depois do Presidente dos EUA, George W. Bush, ter avisado os membros do Congresso que se o plano de salvamento do sistema financeiro falhar as consequências para a economia norte-americana, e global, serão “dolorosas e duradouras”.

O sector financeiro volta a estar em destaque com as acções da banca a impulsionarem os principais índices.

Em Inglaterra o HSBC avança mais de 1,6% para os 915,5 pence e o Barclays regista uma valorização de 4,29% para os 340,5 pence, depois de já ter estado a ganhar 7,5%.

Já o Santander, em Espanha, avança cerca de 2% para os 10,71 euros e o Commerzbank, no índice alemão, ganha 8,46% para os 11,28 euros, depois de já ter estado a valorizar quase 9,5%.

O Fortis em Amesterdão, valoriza pela segunda sessão consecutiva, depois de ter encerrado seis sessões em queda onde perdeu cerca de 50% do seu valor, ganha mais de 11% negociando nos 4,90 euros.

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