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Bolsas europeias em queda com resultados da Alcoa e descida do petróleo

As bolsas europeias fecharam a cair pelo segundo dia, pressionadas pelas vendas abaixo do esperado da Alcoa e pela queda do petróleo, factores que diminuíram as perspectivas de ganhos para as empresas de energia.

Joana Gonçalves jgoncalves@negocios.pt 13 de Abril de 2010 às 17:58
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As bolsas europeias fecharam a cair pelo segundo dia, pressionadas pelas vendas abaixo do esperado da Alcoa e pela queda do petróleo, factores que diminuíram as perspectivas de ganhos para as empresas de energia.

A mineira BHP e a petrolífera Total caíram com os resultados da Alcoa a colocarem em causa a solidez de uma recuperação económica.

A BHP caiu 0,9% para os 2.251 pence, com as empresas ligadas às matérias-primas a serem a maior queda entre o conjunto dos 19 grupos industrias do Stoxx 600. A Total desvalorizou 1,1% para 43,50 euros penalizada pela queda dos preços do petróleo.

O “ouro negro” está a descer 0,14% para 84,65 dólares, num dia em que a Agência Internacionais de Energia publicou um relatório onde estima que os países que não pertencem à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão aumentar a sua produção.

O Europe Stoxx 600 caiu 0,2% para os 268,85 pontos. Desde o início do ano que o índice subiu 5,9%. Ontem a Zona Euro e o Fundo Monetário Internacional acordaram ajudar a financiar a Grécia, com um pacote de ajudas no valor de 45 mil milhões de euros. O Stoxx 600 deverá subir 45% em 2010, de acordo com os analistas consultados pela Bloomberg.

“Estamos a viver uma situação em que houve uma ‘pausa’ nos mercados e os investidores estão à espera dos resultados que as empresas vão apresentar”, disse o gestor de fundos de Frankfurt.

A Alcoa apresentou ontem os resultados do primeiro trimestre que revelaram que a produtora de alumínio teve um volume de vendas inferior ao que os analistas esperavam. Os analistas estimavam receitas de 5,23 mil milhões de dólares, e a empresa apresentou vendas de 4,89 mil milhões de dólares.

No sector do retalho, a Louis Vuitton apresentou um crescimento de 11% das vendas no primeiro trimestre do ano, e um lucro de 4,47 mil milhões de euros, enquanto que as estimativas apontavam para receitas no valor de 4,2 mil milhões de euro.

O aumento das vendas levou as acções da LVMH a dispararem para máximos de dez anos.

O inglês FTSE recuou 0,28% para 5.761,66 pontos. O francês CAC caiu 0,46% para 4.031,99 pontos. O DAX depreciou 0,32% para 6.230,83 pontos. O AEX desvalorizou 0,26% para 354,43 pontos.

O índice grego, o FTSE/ASE20, foi o que teve a maior queda, ao descer 2,85% para 995,39 pontos.

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