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Bolsas europeias encerram em alta à espera de aprovação do plano

As principais praças europeias encerraram hoje em alta depois de terem estado a negociar em queda durante a tarde, contagiadas pelo sentimento negativo que se faz sentir em Wall Street. A impulsionar os índices europeus estiveram as expectativas de que o plano de salvamento do sistema financeiro norte-americano seja aprovado hoje no Senado.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 17:40
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As principais praças europeias encerraram hoje em alta depois de terem estado a negociar em queda durante a tarde, contagiadas pelo sentimento negativo que se faz sentir em Wall Street. A impulsionar os índices europeus estiveram as expectativas de que o plano de salvamento do sistema financeiro norte-americano seja aprovado hoje no senado.

O índice pan-europeu Stoxx50, que engloba as 50 maiores empresas europeias, encerrou a sessão a desvalorizar 1,06% para os 2.663,08 pontos.

O índice espanhol IBEX foi o que mais valorizou na sessão de hoje ao ganhar 1,77% para os 11.182,50, seguido do inglês Footsie que avançou 1,17% para os 4.959,59 pontos.

Em Amesterdão o AEX valorizou 0,84% para os 334,24 pontos e o CAC40 em França encerrou a sessão a negociar nos 4.054,54 pontos ao valorizar 0,56%. Já o DAX alemão contrariou a tendência ao desvalorizar 0,42% para os 5.806,33 pontos.

Depois de terem estado a ganhar mais de 1% durante a manhã, as principais praças do Continente Europeu chegaram mesmo a negociar em queda contagiadas pela desvalorização dos índices norte-americanos.

Nos EUA as bolsas estão a perder cerca de 1% com os investidores a temerem que o plano de salvamento do sistema financeiro não seja suficiente para evitar que a maior economia do mundo entre em recessão.

No entanto, os índices do Velho Continente voltaram aos ganhos com os investidores a focarem as suas intenções na possibilidade de aprovação das medidas nos EUA, que vão hoje ser votadas pelo Senado.

O plano consiste na injecção de 700 mil milhões de dólares no sistema financeiro americano, montante esse que será utilizado para comprar activos não líquidos a instituições com fragilidades de liquidez. A liquidez tem sido o tema central nesta crise que já fez várias vítimas nos EUA e, agora, na Europa, com as necessidades de intervenção dos governos para salvar instituições como o Fortis e o Dexia.

A contribuir para os ganhos de hoje esteve também a queda do petróleo que já esteve a perder 5% no mercado londrino, que serve de referência à economia europeia. Os receios de que os resultados das empresas sejam afectados pelo aumento dos custos energéticos estão a diminuir com a matéria-prima a negociar na casa dos 94 dólares.

Entre a banca, o destaque vai para o Commerzbank, que avançou 16,54% para os 12,12 euros e para o Fortis que avançou 11,14% para os 4,89 euros.

O Santander também encerrou em alta ao valorizar 3,90% para os 10,91 euros, o HSBC ganhou 2,36% para os 922,29 pence e o Société Générale avançou 1,98% para os 63,23 euros.

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