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Bolsas europeias perdem mais de 1% com descrença na intervenção dos bancos centrais

As bolsas europeias estão hoje a perder mais de 1% porque, apesar dos bancos centrais terem ontem anunciado uma medida de coordenação contra a crise de liquidez, o mercado não acredita na sua eficácia. O PSI-20 escapava a essa dimensão de queda com o cont

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 13 de Dezembro de 2007 às 09:42
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As bolsas europeias estão hoje a perder mais de 1% porque, apesar dos bancos centrais terem ontem anunciado uma medida de coordenação contra a crise de liquidez, o mercado não acredita na sua eficácia. O PSI-20 escapava a essa dimensão de queda com o contributo da valorização expressiva da Galp, da PTM e da Impresa.

Os principais bancos centrais dos dois lados do Atlântico marcaram o dia de ontem com uma medida de coordenação sem precedentes na história, ou seja, subiram a parada contra a crise de liquidez que teima em persistir, apesar das injecções que têm vindo a realizar desde o início de Agosto.

Fed, BCE e os bancos centrais de Inglaterra, Canadá e Suíça, anunciaram mediadas extraordinárias de cedência de liquidez. Apenas este mês, Fed, BCE e BNS vão injectar cerca de 64 mil milhões de dólares até agora não previstos. O Bdl e o BdC mantêm leilões já anunciados nas suas moedas, mas aumentaram montantes e reduziram as exigências de qualidade sobre os colaterais (garantias) que exigem contra os empréstimos.

Ontem, as bolsas reagiram em alta de mais de 1% a esta medida. No entanto, hoje o mercado parece não estar a acreditar que o plano previna um abrandamento económico.

Esse pessimismo estende-se a Lisboa, onde as quedas de 1,30% para os 4,54 euros e de 0,76% para os 15,68 euros da Energias de Portugal [edp] e do Banco Espírito Santo [besnn], respectivamente, determinam a queda do PSI-20.

A Parpública anunciou hoje que vai avançar com a emissão de obrigações susceptíveis de permuta por acções da EDP. Serão privatizadas acções representativas de 4,144% do capital da eléctrica e as obrigações terão uma maturidade de seta anos, pagando um juro anual entre 2,75% e 3,25%. O preço será fixado hoje, sendo que o preço de conversão terá um prémio entre 45% e 50%.

A restante banca acompanha com Banco BPI [bpin] e Banco Comercial Português [bcp] a caírem 0,37% para os 5,42 euros e 0,35% para os 2,87 euros, respectivamente. Joe Berardo tem pronta uma queixa-crime contra administradores do BCP por alegada prática dos crimes de infidelidade aos accionistas e burla. Ao que o Diário Económico apurou, o actual presidente do conselho de administração do banco, Filipe Pinhal, bem como o vice-presidente Christopher de Beck, deverão ser directamente visados nesta queixa-crime.

A pressionar estão a ainda a Portucel, que cai 3,57% para os 2,43 euros, e a Portugal Telecom [pt] que desliza 0,33% para os 9,17 euros.

A travar perdas maiores está a Galp Energia [galp pl] com um ganho de 1,56% para os 15,60 euros. Já ontem a petrolífera avançou mais de 4% e fixou um novo máximo histórico nos 15,70 euros depois do banco suíço UBS que referiu a perspectiva de novas descobertas petrolíferas no Brasil, mais significativas do que a do Tupi Sul, onde a Galp (com a Petrobrás e a BG Group) realizou uma descoberta petrolífera importante que fez valorizar as acções da empresa recentemente.

Animada está hoje também a PT Multimédia [ptm] que ganha 1,37% para os 9,64 euros depois de ontem ter anunciado a recompra de acções próprias, representativas de até 10% do capital.

A Impresa recebeu de forma muito positiva a notícia de que Nuno Santos vai ser o novo director da SIC e já subiu hoje um máximo de 4,13% para os 2,27 euros.

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