Bolsa Bolsas europeias seguem pouco alteradas à espera de dados dos EUA

Bolsas europeias seguem pouco alteradas à espera de dados dos EUA

A Bolsa nacional seguia pouco alterada, numa Europa em que os principais índices seguiam sem tendência definida, à espera de dados económicos nos EUA. O Banco Comercial Português era o principal responsável pelo ganho de 0,12% do PSI-20.
Negócios 01 de agosto de 2003 às 10:51
A Bolsa nacional seguia pouco alterada, numa Europa em que os principais índices seguiam sem tendência definida, à espera de dados económicos nos EUA. O Banco Comercial Português era o principal responsável pelo ganho de 0,12% do PSI-20, enquanto o BPI condicionava a performance da Euronext Lisbon.

O PSI20 [PSI20] cotava nos 5.812,22 pontos, com cinco acções a valorizarem, sete em queda e as restantes oito inalteradas. Os investidores europeus aguardam os vários indicadores a serem divulgados hoje nos Estados Unidos, como a taxa de desemprego, a produção manufactureira, os gastos em construção e a confiança dos consumidores.

O Banco Comercial Português avançava 0,68% para 1,48 euros. A partir de Setembro, o banco de Jardim Gonçalves começará a colocar em prática, do ponto de vista concepcional, o novo modelo comercial que assentará na unificação das três marcas de retalho, noticiou o Jornal de Negócios. O banco espera receitas 100 milhões de euros com a implementação de uma marca única, segundo o «Diário Económico».

A Portugal Telecom [PTC] avançava 0,34% para 5,98 euros, mantendo-se abaixo da barreira dos seis euros. De acordo com os analistas, a operadora incumbente portuguesa tem perdido investidores para a Telefónica após a companhia espanhola ter anunciado o aumento da «dividend yield» para cerca de 4%.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] seguia inalterada nos 1,97 euros, registando um elevado «newsflow». A eléctrica irá participar, na qualidade de accionista, numa assembleia geral extraordinária da Galp Energia, onde detém cerca de 14%, que será convocada para o final de Setembro. Na reunião será decidida a posição a tomar pela Galp Energia na reestruturação do sector energético em Portugal que prevê, nomeadamente, a transferência do negócio de distribuição de gás da empresa para a EDP.

A parceria da Galp Energia com a italiana ENI também estará «em cima da mesa». Entretanto, a EDP anunciou ontem que concluiu a venda de 2,06% do capital da Companhia de Electricidade de Macau, no âmbito da reestruturação accionista da empresa segundo o qual EDP manterá uma participação de 22%.

Outra noticia publicada hoje pelo «Diário Económico» avança que a EDP pretende gastar apenas uma pequena quantia no projecto de alienação de terrenos da Rede Eléctrica Nacional (REN), avaliado em 500 milhões de euros. A eléctrica diz que está disposto a despender apenas 2% deste valor.

No outro lado do Atlântico, a Bandeirante divulgou resultados positivos, o que segundo o BPI, ajudará a EDP recuperar no segundo trimestre.

O Banco BPI (BPI) [BPIN] liderava o contributo negativo para índice ao recuar 0,41% para 2,44 euros. O banco liderado por Artur santos Silva era prejudicado pela tomada de mais valias por alguns investidores. A quebra do BPI era acompanhada pelo o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] que recuava 0,31% nos 12,80 euros

A Sonaecom [SNC] seguia inalterada nos 1,95 euros. A companhia anunciou que a Optimus efectuou a sindicalização de 575 milhões de euros de dívida sénior por um período de 8 anos. A operação refinancia a dívida da companhia e fornece os fundos necessários para o desenvolvimento da tecnologia UMTS. A Novabase depreciava 3,61% ainda pressionada pela queda nos lucros e a Impresa caia 2,92%, corrigindo os ganhos das últimas sessões.

Europa segue mista

Os mercados europeus seguiam mistos após as vendas no comércio a retalho na Alemanha terem registado uma subida de 1,9% em Junho face ao mês anterior, sinalizando que a maior economia europeia está a recuperar. A subida mensal de Junho segue a queda de 1,7% verificada no mês anterior e compara com a previsão de crescimento de 1% dos economistas.

Os Bolsas europeias também repercutiam os dados divulgados ontem nos Estados Unidos, onde os indicadores surpreenderam pela positiva. O PIB no 2º trimestre cresceu 2,4%, salientando-se o desempenho positivo do investimento e do consumo. Embora contribuindo negativamente para o PIB, a quebra das existências também forneceu um sinal positivo, «pois poderá significar uma retoma na produção», refere o BPI. O PMI de Chicago subiu para 55, 9 em Julho, depois dos 52,5 registados em Junho, com a melhoria da componente «novas encomendas». Contudo o «emprego» continua a apresentar uma tendência de contracção, ainda que menos pronunciada do que anteriormente. No entanto, os pedidos semanais de subsídio de desemprego voltaram a ficar abaixo dos 400 mil na semana terminada a 26 de Julho.

O Dow Jones Stoxx-50 desvalorizava 0,51% para 2.461,49 pontos e o euro caia 0,49% ao cotar nos 1,1175 dólares.

O FTSE 100 [UKX] de Londres cedia 0,52% para 4.136,3 pontos, prejudicado Lloyds TSB. O banco cedia 2,74% depois de ter comunicado que os lucros do primeiro semestre aumentaram 4% para os 1,16 mil milhões de libras, batendo os 1,12 mil milhões de libras esperadas pelos analistas.

Em Paris, o CAC-40 [CAC] caia 0,10% para 3.206,6 pontos. A Société Générale avançava 2,89% para 64,15 euros. O terceiro maior banco francês por activos anunciou que os lucros do segundo trimestre aumentaram 85% para os 695 milhões de euros, em linha com os 692 milhões de euros esperados pelo consenso de mercado, na sequência da venda da participação detida no Crédit Lyonnais. A Renault perdia 0,95% para 48,97 euros. A Renault Samsung Motors, detida em 70% o grupo francês, comunicou um aumento de 45% das vendas no último mês, face ao mesmo período do ano anterior, ajudado pela revisão em baixa da taxa de imposto praticada pelo governo sul coreano.

Em Madrid, o IBEX 35 [IBEX] desvalorizava 0,05% para 7.057,5 pontos. O BBVA, segundo maior banco espanhol, liderava o contributo positivo para o índice ao avançar 0,31% para 9,77 euros. O banco anunciou no início da semana que os lucros do primeiro semestre subiram 13% para 653 milhões de euros, superando as estimativas dos analistas.

Na Bolsa de Amesterdão, o AEX cedia 0,22% para 316,8 pontos. O ABN era o principal responsável pela desvalorização do índice, ao quebrar 1,17% para 16,87 euros.

O alemão DAX [DAX] caia 0,83% nos 3.458,95 pontos. A JP Morgan reduziu a recomendação para o Deutsche Bank, de «overweight» para «neutral» como consequência do banco ter anunciado resultados inferiores às estimativas dos analistas. O banco alemão desvalorizava 2,47% para 56,42 euros.

Também na Alemanha o HVB Group descia 1,81%% para 15,70 euros depois do ter afirmado que planeia vender mais participações, incluindo possivelmente as detidas nas seguradoras Munich Re e Allianz, após ter apresentado prejuízos pelo quarto trimestre consecutivo.




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