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Bolsas mundiais desvalorizam pela sétima sessão consecutiva

As principais praças europeias já inverteram a tendência positiva da abertura da sessão e seguiam o desempenho das congéneres asiáticas, levando o índice MSCI World a recuar pela sétima sessão consecutiva. A pesar negativamente no sentimento dos investidores estavam os resultados desanimadores apresentados por algumas empresas.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2009 às 12:12
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As principais praças europeias já inverteram a tendência positiva da abertura da sessão e seguiam o desempenho das congéneres asiáticas, levando o índice MSCI World a recuar pela sétima sessão consecutiva. A pesar negativamente no sentimento dos investidores estavam os resultados desanimadores apresentados por algumas empresas.

O índice MSCI World descia 0,5%, situando a desvalorização acumulada desde o início do ano em 14%. As bolsas europeias iniciaram a sessão em terreno positivo, mas inverteram esse comportamento e mantiveram o sentimento dos mercados asiáticos, depois de ontem as praças dos Estados Unidos terem atingido os valores mais baixos em três meses.

A Merck desvalorizava pelo sexto dia depois de ter divulgado o seu primeiro prejuízo trimestral desde a compra da Serono há dois anos. As acções da farmacêutica perdiam 2,03% para os 61,80 euros.

Os lucros das 671 empresas na Europa Ocidental que divulgaram contas desde 12 de Janeiro desceram 67%. A quebra nos resultados das companhias em todo o mundo tem acentuado os receios dos investidores relativamente ao impacto da recessão global nas contas das empresas.

Também a influenciar o desempenho das bolsas estava a notícia de que a General Motors (GM) entregou, ontem, a Tim Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, um pedido de mais 16,6 mil milhões de dólares em ajuda, afirmando que necessita, pelo menos, de parte deste montante para sobreviver, isto numa altura em que prepara encerramentos de fábricas e o corte de 47 mil postos de trabalho a nível global.

Na Europa, o FTSE100 desvalorizava 0,77% para os 4.003,04 pontos, com a BP a ceder 3,50% para os 475,25 pence e a BG Group a perder 1,63% para os 1026 pence, num dia em que o petróleo negociava em queda.

Em Espanha, o IBEX depreciava 0,15% para os 7.831,5 pontos. A pressionar o índice espanhol estavam a Iberdrola e a Telefónica que cediam, respectivamente, 1,44% para os 5,46 euros e 0,43% para os 14,02 euros.

O CAC perdia 0,16% para 2.870,56 pontos, um comportamento influenciado essencialmente pela GDF Suez que desvalorizava 1,60% para os 27,385 euros e pela Vivendi que descia 1,52% para os 19,155 euros.

O DAX caía 0,95% para os 4.176,54 pontos. Entre as quedas destaque para a Daimler que descia 2,79% para os 21,92 euros e para a Allianz que cedia 3,65% para os 56,98 euros.

Em Amesterdão, o AEX depreciava 0,03% para os 238,10 pontos com o ING a perder 5,96% para os 4,86 euros e a Royal Dutch Shell a ceder 8,21% para os 19 euros.

Os futuros dos índices norte-americanos seguiam, contudo, a valorizar, o que aponta para uma abertura positiva do outro lado do Atlântico, depois de ontem os principais índices terem tocado em mínimos de três meses. Os futuros do S&P500 somavam 0,67% enquanto os futuros do Nasdaq avançavam 0,49%.

Veja também:

As cotações dos principais índices
A evolução das acções das bolsas de
Espanha, França, Holanda e Alemanha


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