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Bolsas norte-americanas com maior perda em mais de uma semana

Os principais índices dos Estados Unidos encerraram a registar as maiores perdas em mais de uma semana, com os preços recorde do petróleo e os resultados decepcionantes das empresas de tecnologia e cuidados de saúde a intensificarem os receios de que a qu

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 22 de Abril de 2008 às 21:36

Os principais índices dos Estados Unidos encerraram a registar as maiores perdas em mais de uma semana, com os preços recorde do petróleo e os resultados decepcionantes das empresas de tecnologia e cuidados de saúde a intensificarem os receios de que a queda dos lucros se estenda além da banca.

O Dow Jones [indu] encerrou a cair 0,82%, fixando-se nos 12.720,31 pontos.

O S&P 500 [spx] também fechou em terreno negativo, com uma perda de 0,88%, para 1.375,98 pontos. Nove de dez grupos industriais do S&P500 cederam terreno. Este índice, que é a principal referência para os títulos americanos, já perdeu mais de 6% desde o início do ano, à medida que os analistas vão revendo em baixa as suas projecções para os resultados das empresas no primeiro trimestre. Agora prevêem uma queda média de 13,7% nos lucros das 500 empresas do S&P, contra um aumento médio de 4,7% no início do ano, salienta a Bloomberg. Cerca de 31% das empresas listadas no S&P500 que já apresentaram os seus resultados trimestrais ficaram aquém das expectativas dos analistas.

O índice compósito Nasdaq [ccmp] foi o que mais cedeu, ao desvalorizar 1,29%, para 2.376,94 pontos.

A Texas Instruments, segundo maior fabricante norte-americano de "chips", registou a queda mais pronunciada desde Outubro devido à diminuição de encomendas por parte das empresas de telecomunicações. A empresa fechou a cair 5,79%, para 28,82 dólares.

O UnitedHealth Group, líder na área de seguros de saúde, caiu para um mínimo de três anos com a queda das vendas às entidades patronais. A cotação cedeu 9,68%, para 34,15 dólares.

"Os lucros e as estimativas de lucros estão a falhar", comentou à Bloomberg um gestor da UBS Financial Services, Mike Ryan. "Os títulos vão continuar a estar pressionados", acrescentou.

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