Bolsa BPI sobe 4% para máximos desde a OPA

BPI sobe 4% para máximos desde a OPA

As acções do BPI estão a valorizar 4% esta quarta-feira após as declarações da administração sobre a OPA do CaixaBank. Tocaram nos 1,158 euros, acima do valor da OPA mas abaixo do preço indicado pelo banco.
BPI sobe 4% para máximos desde a OPA
Paulo Duarte/Negócios

O BPI segue a valorizar em bolsa, esta quarta-feira, após a administração do BPI ter avaliado as acções do banco em 1,54 euros. Os títulos avançam 4,41% para 1,16 euros, na bolsa de Lisboa. Este é o valor mais elevado desde 8 de Abril, antes do CaixaBank avançar com uma nova oferta pública de aquisição (OPA), no dia 18. Nesta sessão chegaram a transaccionar nos 1,201 euros.

As acções estão a acentuar a tendência de subida na bolsa de Lisboa, sendo este o máximo intradiário. A fechar com esta subida, seria a maior valorização diária desde 30 de Março. Para atingirem os 1,54 euros avançado pelo BPI, os títulos teriam ainda que apreciar 32,8%.

A administração do BPI avaliou as acções do banco em 1,54 euros, valor 38% acima dos 1,113 euros proposto na OPA do CaixaBank. Ainda assim, a gestão reconhece as dificuldades de avaliar os títulos na conjuntura actual e considerou a oferta "oportuna".

Na opinião dos analistas, mais do que a questão do preço, a gestão focou-se nos desafios que a instituição enfrenta, nomeadamente em Angola. Face a este cenário de incerteza, a oferta dos espanhóis é, para os especialistas, a melhor solução para o banco.

"Ainda que a oferta final do CaixaBank esteja abaixo da avaliação de referência da administração do BPI e das expectativas iniciais do mercado, na nossa opinião, ainda pode ser atractiva para muitos investidores" devido ao potencial de queda para o BPI numa base autónoma", defendem os analistas do Haitong. 

"Ainda que a oferta do CaixaBank seja substancialmente inferior à apresentada há cerca de 15 meses, é nosso entendimento que o conselho de administração focou primeiramente a sua opinião no conjunto de desafios com que o banco se depara, quer em Angola (incumprimento do limite dos grandes riscos), quer no mercado doméstico (entre elas a potencial consolidação e o contexto regulatório)", acrescenta o analista do CaixaBI André Rodrigues.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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