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BPI desvaloriza mais de 5% antes de apresentar contas ao mercado

O banco liderado por Fernando Ulrich chegou a afundar mais de 9% na sessão de hoje, negociando no valor mais baixo desde Julho de 2013. Vão ser divulgados, esta tarde, os resultados do banco relativos ao último trimestre do ano passado.

Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Janeiro de 2015 às 17:10
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O BPI encerrou esta quinta-feira, 29 de Janeiro, em terreno negativo pela terceira sessão consecutiva, antes de apresentar os resultados relativos ao último trimestre do ano passado.

 

As acções caíram 5,31% para 82,1 cêntimos, mas chegaram a afundar um máximo de 9,69% para 78,3 cêntimos, o valor mais baixo desde Julho de 2013.

 

Só na sessão de hoje trocaram de mãos 6,49 milhões de títulos do BPI, quando a média diária dos últimos seis meses não vai além de 2,8 milhões.

 

Os analistas consultados pela Reuters estimam que o banco liderado por Fernando Ulrich tenha registado um lucro de 22,5 milhões de euros nos últimos três meses do ano, regressando assim aos resultados líquidos positivos. Para o acumulado do ano, o CaixaBI estima que o BPI tenha registado um prejuízo de 83,1 milhões de euros.

 

Os analistas salientam o impacto de Angola nas contas do banco, bem como o desafio que este mercado representa para a instituição, devido às regras europeias.

 

"Já há algum tempo que Angola tem sido apontada como motivo para a pressão sobre as acções do BPI e é uma questão que continua em cima da mesa", afirmou Albino Oliveira, analista da Fincor, à Reuters.

 

"Desde que surgiram as notícias sobre Angola ainda não houve qualquer comentário do banco sobre o tema e o mercado tem a expectativa que apareça uma indicação ou comentário sobre o tema hoje nos resultados ou na respectiva apresentação," referiu o analista da Fincor, citado pela agência de informação.

 

Além dos resultados, os bancos portugueses continuam a ser influenciados pelo desempenho do sector financeiro grego que, apesar da recuperação registada na sessão de hoje, vai continuar vulnerável aos desenvolvimentos políticos do país. Só esta quarta-feira, os quatro maiores bancos da Grécia perderam um quarto do seu valor em bolsa.    

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