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BPI e Vodafone pressionam evolução da Euronext Lisboa; PSI20 desce 0,28%

A Bolsa nacional seguia pressionada pelas desvalorizações da Vodafone Telecel e do BPI, que registava um recuo de 4,45% para ajustar ao aumento de capital. No resto da Europa, a tendência é mista e o sector dos media negociava com ganhos.

Negócios negocios@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2002 às 10:48
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A Bolsa nacional seguia pressionada pelas desvalorizações da Vodafone Telecel e do BPI, que registava um recuo de 4,45% para ajustar ao aumento de capital. No resto da Europa, a tendência é mista e o sector dos media negociava com ganhos.

A Euronext Lisboa estava a ser pressionada pela queda do banco BPI e da operadora móvel Vodafone Telecel, estando o PSI20 [PSI20] a marcar 7.175,29 pontos, enquanto o PSI30 desvalorizava 0,16% para os 3.427,34 pontos.

No sector financeiro, as acções do BPI [BPIN] retrocediam 4,75% para os 2,36 euros, após o banco ter anunciado um aumento de capital que «apanhou o mercado de surpresa» como explicou um operador ao Negocios.pt. A instituição liderada por Artur Santos Silva aliviava do mínimo do dia firmado nos 2,34 euros

O Banco Comercial Português [BCP] cotava sem alterações nos 3,77 euros, com 175 mil papéis a mudarem de portfólio, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] subia 0,77% para os 11,50 euros.

A operadora liderada por António Carrapatoso, a Vodafone Telecel [TLE], descia 1,01% para os 7,88 euros, dando continuidade às perdas de sexta-feira.

A Portugal Telecom [PTC], com 478 mil acções negociadas, mantinha-se estável nos 7,60 euros, enquanto a Sonae.com via as suas acções cederem 3,79% para os 2,79 euros.

Uma aproximação entre a Sonae.com e a ONI, a um mês do fim do prazo para a venda dos 25% que a operadora controlada pela Electricidade de Portugal (EDP) detém na Optimus «será sempre difícil», afirmou Horta e Costa, administrador da EDP, em entrevista ao «Expresso».

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] era o título mais líquido com 1,3 milhões de acções trocadas, mantendo-se inalterada nos 2,22 euros. A Brisa [BRISA] avançava 0,2% com cada acção a valer 5,01 euros.

Numa altura em que os futuros sobre o Nasdaq sugerem uma abertura em queda nos EUA, as acções das tecnológica ParaRede e PTMultimédia.com cediam ambas mais de 2%.

. Wim Duisenberg ajuda Bolsas europeias

No resto da Europa, os principais mercados negociavam mistos com o DJ Stoxx 50 a valorizar 0,54% para os 3.453,66 pontos, beneficiando de declarações de Duisenberg e dos ganhos no sector dos media. O índice sectorial do Dow Jones para o sector avançava 1,35%.

O presidente do Banco Central Europeu Wim Duisenberg, num discurso no Banco Central da China, disse esperar que a economia europeia recupere o seu potencial de subida nos finais de 2002, embora a intensidade dessa recuperação permaneça incerta.

Em Espanha, O IBEX [IBEX] valorizava 0,71% para os 7.716,90 pontos e o grupo de media Sogecable lidera os ganhos com uma valorização de 1,96% para os 26,05 euros.

Os papéis da rival Recoletos subiam 1,12% para os 4,50 euros, apesar desta ter anunciado que os seus lucros em 2001 registraram uma quebra de 82% com a descida nas receitas de publicidade.

O CAC40 [CAC] de Paris progredia 0,2% para os 4.253,90 pontos, estando os papéis da Vivendi Universal e da TF1 a valorizarem ambos 2% para os 42,06 euros e 26 euros, respectivamente.

Em Londres, o FTSE [UKX] subia 0,51% para os 5.029,40 pontos, impulsionado pelos ganhos de 4,11% para as 2,15 libras (3,51 euros) da Cable & Wireless e pelas valorizações do grupo de media Granada, que avançava 2,9% para as 1,06 libras (1,73 euros).

Em Amesterdão, o AEX subia 0,06% a marcar 478,64 pontos, ajudado pelos valores do grupo de telecomunicações KPN Qwest, que progredia 6,47% para os 3,29 euros.

Na praça de Frankfurt, as acções do segundo maior fabricante de «chips», a Infineon Technologies, lideravam os ganhos com uma subida de 2,5% para os 24,30 euros levando DAX Xetra [DAX] a valorizar 0,07 para os 4.7749,12 pontos.

O MIBTEL [MIBTEL] retrocedia 0,07% para os 21.694 pontos, pressionado pelos papéis do Banco di Roma e do fabricante de Turim FIAT, que perdiam 3% para os 2,62 euros e 2,9% para os 16,35 euros, cada. O grupo de media Mediaset encabeçava os ganhos com uma valorização de 3,5% para os 9,17 euros.

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