Bolsa Brexit e negociações comerciais condicionam Wall Street

Brexit e negociações comerciais condicionam Wall Street

As bolsas americanas iniciaram a sessão sem um rumo definido, num dia em que os investidores estão a dividir as atenções entre o Brexit e as negociações comerciais entre a China e os EUA.
Brexit e negociações comerciais condicionam Wall Street
Reuters
Sara Antunes 14 de março de 2019 às 13:40

As bolsas dos EUA iniciaram o dia sem uma tendência definida, com o Dow Jones a subir 0,02% para 25.709,56 pontos, o Nasdaq a descer 0,03% para 7.640,97 pontos e o S&P500 a cair 0,02% para 7.642,30 pontos.

 

A condicionar a negociação estão essencialmente dois fatores. Por um lado, a decisão do Reino Unido em não sair da União Europeia sem um acordo está a animar. Do lado oposto está a apreensão sobre as negociações comerciais entre os EUA e a China.

 

Os deputados britânicos rejeitaram ontem uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, o que está a animar os investidores, uma vez que aumenta a expectativa de que o país não vai sair da região de uma forma desordenada. Esta quinta-feira, 14 de março, há uma nova votação. Desta vez sobre o adiamento da saída, que atualmente está agendado para 29 de março. Os investidores continuam atentos à evolução desta questão, que tem condicionado a negociação devido à elevada incerteza.

 

A travar o entusiasmo dos investidores está uma notícia da Bloomberg que revela que a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da China, Xi Jinping, para pôr fim à disputa comercial não deverá ocorrer este mês, sendo mais provável acontecer apenas em abril. Isto depois de Donald Trump já ter dito que não tem pressa em fechar o acordo.

 

"A situação com a questão comercial está a causar indigestão aos investidores. A principal preocupação que está a começar a aumentar é de não haver qualquer sentido de urgência nesta altura", salientou à Reuters Andre Bakhos, gestor na New Vines.

 

"Tivemos um forte arranque dos mercados esta semana e os investidores estão a fazer uma pausa para digerir os ganhos e a usar o atraso nas negociações como desculpa para fazerem uma pausa", acrescenta o mesmo responsável.

 

Entre as cotadas, destaque para o Facebook, que está a perder 2,62% para 168,82 dólares, numa altura em que a rede social está a ter dificuldades em repor completamente os serviços, que estão há 17 horas com falhas.

 

Já a Boeing, que esta semana tem sofrido duras quedas na bolsa depois de um segundo acidente com o 737 Max num espaço de cinco meses, está a ceder 0,19% para 376,31 dólares.

 

(Notícia atualizada às 13:51 com mais informação)




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