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CaixaBank/BPI aumenta preço-alvo da EDP Renováveis em 70% e sobe recomendação para a EDP

Os analistas do banco de investimento reviram em alta as perspetivas para as duas empresas do grupo EDP, aumentando o preço-alvo para ambas.

Miguel Stilwell de Andrade acumula a liderança da EDP e da EDP Renováveis.
Ricardo Almeida
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2021 às 12:22
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Os analistas do CaixaBank/BPI reviram em alta as suas perspetivas para as duas empresas cotadas em bolsa do grupo EDP, com um aumento de 70% no preço-alvo atribuído à EDP Renováveis a destacar-se, segundo uma nota de análise.

O banco de investimento subiu o preço-alvo da EDP Renováveis de 13,15 euros por ação para os 22,40 euros, mantendo a recomendação de "neutral", numa altura em que consideram que a empresa portuguesa se assume como "um dos maiores 'players' no universo das renováveis", pode ler-se na nota. 

Este novo preço-alvo incorpora já a nova capacidade de produção adicionada até 2022 e as metas da empresa a longo-prazo para o período entre 2023 e 2030, de acordo com o banco.

Quanto à recomendação, os analistas optaram por não fazer alterações à atual visão de "neutral" para as ações da empresa, por considerarem que o atual momento "vai continuar" e a EDP Renováveis se vai manter como uma das "grandes vencedoras". 

Para além desta alteração ao "outlook" para a EDP Renováveis, o banco de investimento aumentou o preço-alvo e a recomendação também para a EDP. 

A atual recomendação vou revista em alta de "neutral" para "comprar", enquanto que o preço-alvo sofreu uma subida de 18,5% de 4,85 euros para os 5,75 euros por ação, incorporando também as novas estimativas de crescimento da EDP Renováveis e a compra da espanhola Viesgo. 

A elétrica nacional, liderada por Miguel Stilwell de Andrade, vai gastar 2 mil milhões de euros na compra da Viesgo (investe 900 milhões de euros e assume dívida de 1,1 mil milhões de euros), passando a deter 75,1% da empresa espanhola. 

Os analistas consideram que a China Three Gorges, acionista maioritária da EDP (19%), se pode tornar uma "peça importante" em potenciais fusões e aquisições, "numa altura em que a EDP pode ser um bom parceiro para 'players' que queriam acelerar a transição energética a caminho de um portefólio mais verde", dizem na nota. 

Apesar das revisões em alta, ambas as empresas seguem a cair no dia de hoje, com a EDP Renováveis a assumir uma queda superior a 1%.
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