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CaixaBI: CaixaBank tem que rever as condições da oferta ao BPI para ter sucesso

O CaixaBI considera que o CaixaBank terá que rever as condições da oferta, ou alterar os requisitos iniciais para que a oferta tenha sucesso. As acções do BPI seguem suspensas, à espera de informação relevante.

1690 – BPI - O BPI, tal como o BCP, desceu na classificação, mas pouco. A instituição liderada por Fernando Ulrich desceu de 1.654 para a posição 1.690 na lista das maiores empresas do mundo da Forbes.
Bruno Simão
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 18 de Junho de 2015 às 10:51
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Os accionistas do BPI decidiram chumbar a desblindagem de estatutos do banco, vetando um dos requisitos exigidos pelo CaixaBank para que a sua OPA seja bem-sucedida. Para o CaixaBI, os espanhóis terão agora que se pronunciar. Ou mudam as condições da oferta, ou alteram os requisitos mínimos para o sucesso.

 

"Após a deliberação de ontem, e sob pena de a oferta pública não ter sucesso, o CaixaBank deverá agora pronunciar-se", adianta o analista do CaixaBI André Rodrigues, num comentário aos acontecimentos da última quarta-feira. Os accionistas do BPI vetaram a desblindagem de estatutos do banco, uma das condições exigidas pelo CaixaBank para levar adiante a OPA no valor de 1,329 euros pelas acções do BPI.

 

Para o banco de investimento, restam duas saídas ao CaixaBank. Ou altera as condições iniciais da oferta, o que pode implicar uma revisão do preço oferecido pelos títulos do BPI. Ou muda "os requisitos mínimos para o seu sucesso, centrando a sua eficácia apenas num critério, o de atingir uma aceitação superior a 5,9% do capital social do BPI de modo a que a sua participação seja superior a 50% após a conclusão da oferta".

 

O CaixaBI, que reiterou o preço-alvo de 1,25 euros para as acções do BPI e a recomendação "neutral", considera pouco provável que os espanhóis consigam superar 50% do capital do BPI, "na medida em que o alinhamento entre interesse económico e direitos de voto terá sido uma das principais razões para a apresentação da oferta".

 

Apesar do futuro da OPA ser uma incerteza, o analista André Rodrigues lembra ainda que caso o CaixaBank decida continuar com a oferta terá que obter aprovações adicionais para a sua concretização.

 

"A Comissão Europeia aprovou a operação no início de Maio, sendo que de acordo com a imprensa o banco necessita ainda da aprovação do BCE, do Banco Central de Angola e dos reguladores das áreas de seguros", acrescenta o mesmo analista.

 

As acções do BPI foram suspensas pela CMVM esta manhã, com o regulador a aguardar a divulgação de informação relevante, no seguimento dos últimos acontecimentos em torno da instituição.

 

Depois do chumbo da desblindagem de estatutos, o CaixaBank remeteu-se ao silêncio, enquanto a empresária angolana Isabel dos Santos se mostrou disponível para trabalhar na criação de soluções para o banco.

 

Antes da suspensão, as acções do BPI estavam a subir 1,86% para 1,259 euros, depois de ontem terem deslizado mais de 6% devido ao chumbo da desblindagem dos estatutos. O actual valor das acções está 5,2% abaixo da contrapartida oferecida pelo CaixaBank.

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