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Casa, educação e medicamentos penalizam Wall Street

As bolsas dos EUA encerraram em ligeira baixa, a Home Depot, a Discovery e as farmacêuticas a pesarem na tendência.

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Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2019 às 21:09
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O Dow Jones fechou a ceder 0,13% para 26.057,98 pontos e o Standard & Poor’s 500 deslizou 0,08% para 2.793,90 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,07%, para 7.549,30 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico estiveram em alta até aos minutos finais da sessão, tendo depois invertido para o vermelho e fechado com recuos muito marginais.

Durante grande parte da sessão, as praças norte-americanas foram impulsionadas pelo setor tecnológico, que é um dos que melhor reage – a par com o industrial – à expectativa de um acordo comercial entre os EUA e a China, uma vez que as empresas deste ramo têm uma grande exposição ao mercado chinês e é de lá que provém uma parte substancial das suas receitas.

 

Em destaque, neste segmento, esteve a Microsoft, que somou mais de 1%, bem como a Google e a Apple.

 

Também o setor financeiro contribuiu para animar a negociação em Wall Street durante grande parte da sessão desta terça-feira.

 

O testemunho de Jerome Powell no Senado não mexeu grandemente com o sentimento dos investidores, uma vez que o presidente da Fed reiterou a postura mais "paciente" do banco central em matéria de política monetária. Sobre o estado da economia, disse que esta continua sólida, se bem que com uma desaceleração no crescimento.

 

As bolsas ainda cederam algum terreno quando Powell referiu que o crescimento parece desequilibrado nas várias regiões do país, mas recuperaram fôlego quando manteve a perspetiva mais branda para a política monetária.

No entanto, nos minutos finais, apesar de o deslize não ser expressivo, acabaram por ter mais peso no sentimento dos investidores os setores que estavam a penalizar a performance geral.

 

A pressionar o Dow Jones estiveram cotadas de bens de consumo não essenciais, como a Home Depot. Já a Discovery pesou no desempenho do Nasdaq.

 

O abrandamento no mercado imobiliário norte-americano impactou negativamente nas vendas do quarto trimestre da Home Depot, que ficaram aquém das estimativas do consenso de mercado. As ações da retalhista do ramo de melhorias no lar caíram 0,91% no encerramento da jornada, mas chegaram a registar uma depreciação de 2%.

 

A Discovery, por seu lado, encerrou a perder 2,81% mas chegou a ceder mais de 7% depois de a proprietária do canal televisivo Animal Planet ter reportado lucros trimestrais abaixo do esperado devido a uma substancial redução nas receitas da unidade educacional.

 

Também as cotadas dos cuidados de saúde castigaram Wall Street, numa altura em que decorre uma audição no Senado sobre os preços dos medicamentos – onde executivos de topo de algumas das maiores farmacêuticas estão debaixo de fogo pelo elevado custo dos medicamentos com receita.

 

Em contrapartida, a AutoZone somou 5,24%, depois de a retalhista de peças automóveis ter apresentado vendas trimestrais melhores do que o projetado.

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