Bolsa Chuva de máximos em Lisboa eleva PSI-20 para recorde de mais de um ano

Chuva de máximos em Lisboa eleva PSI-20 para recorde de mais de um ano

Sonae, Mota-Engil, BCP e CTT estão no lote de empresas que atingiram máximos na sessão desta terça-feira, em que o PSI-20 encerrou no valor mais alto desde Abril de 2016.
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Rita Faria 02 de maio de 2017 às 16:49

Fortes ganhos na bolsa de Lisboa levaram várias cotadas do PSI-20 a atingir máximos de mais de um ano na sessão desta terça-feira, 2 de Maio, em que o próprio índice nacional encerrou no valor mais alto desde Abril do ano passado.

Depois de duas sessões consecutivas de perdas, o PSI-20 ganhou 1,68% para 5.118,02 pontos, no primeiro dia de negociação da semana, depois do feriado de segunda-feira. 14 cotadas fecharam em alta, três em queda e duas inalteradas.

BCP, Corticeira Amorim, Mota-Engil, CTT e Sonae fazem parte do rol de empresas que se destacou na sessão de hoje, e que levou o PSI-20 a um lugar cimeiro entre os congéneres europeus.

Apesar de o dia também ter sido de ganhos para as principais bolsas da Europa, só Atenas ultrapassou Lisboa nas valorizações, com uma subida de 2,81%, impulsionada pelo acordo preliminar alcançado entre o Governo de Tsipras e os credores.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, avança 0,62% para 389,03 pontos, animado sobretudo pelas cotadas do sector das telecomunicações, construção e tecnologia.

Por cá, o BCP valorizou 4,35% para 21,37 cêntimos, depois do banco de investimento Bernstein ter elevado a recomendação dos bancos da Zona Euro de "underweight" para "overweight". Durante a sessão, o banco liderado por Nuno Amado chegou a negociar nos 21,43 cêntimos, o valor mais alto desde Dezembro de 2016.

Também os CTT atingiram máximos de Janeiro deste ano nos 5,79 euros após terem apresentado as suas contas na passada sexta-feira. A empresa de correios reportou um lucro de 15 milhões no primeiro trimestre, menos 27% do que há um ano. Os títulos da empresa de correios encerraram a sessão a subir 7,46% para 5,63 euros. 

Com uma forte subida fecharam também a Mota-Engil e a Pharol. A antiga PT SGPS disparou 16,95% para 27,6 cêntimos, recuperando de quatro sessões consecutivas de perdas, que se traduziram numa desvalorização acumulada superior a 21%. Já a Mota-Engil ganhou 9,21% para 2,549 euros - depois de ter tocado em máximos de Julho de 2015 nos 2,615 euros - ainda a beneficiar do anúncio de que vai propor o pagamento de um dividendo de 13 cêntimos por acção.

A contribuir para a tendência positiva estiveram ainda a Navigator e a Sonae. A retalhista liderada por Paulo de Azevedo subiu 3,93% para 97,9 cêntimos, depois de ter chegado a negociar nos 98,3 cêntimos, um máximo de Abril de 2016. Já a Navigator tocou em máximos de Maio de 2015 nos 4 euros, tendo fechado a sessão a ganhar 2,16% para 3,97 euros.

Apesar de ter encerrado inalterada, a Corticeira Amorim alcançou um novo máximo históricos nos 11,20 euros.

Na energia, a EDP somou 1,62% para 3,079 euros, a EDP Renováveis ganhou 0,79% para 7,05 euros e a Galp Energia perdeu 1,51% para 14,055 euros, a reflectir as contas anunciadas esta manhã. Antes da abertura do mercado, a petrolífera informou que os seus lucros caíram 13% no primeiro trimestre deste ano para 99 milhões de euros.

Além da Galp, também a Jerónimo Martins evitou maiores ganhos do PSI-20, com uma descida de 2,67% para 16,40 euros, no dia em que está a descontar o dividendo de 61 cêntimos que vai distribuir aos seus accionistas.


(Notícia actualizada às 16:58)




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