Bolsa Cisco e Walmart animam Wall Street mas semicondutores travam maiores ganhos

Cisco e Walmart animam Wall Street mas semicondutores travam maiores ganhos

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, pela terceira sessão consecutiva, impulsionadas sobretudo pelos sólidos resultados de cotadas de peso. A travar maiores ganhos estiveram as tensões comerciais, agora com novos desenvolvimentos.
Cisco e Walmart animam Wall Street mas semicondutores travam maiores ganhos
Reuters
Carla Pedro 16 de maio de 2019 às 21:09

O Standard & Poor’s 500 encerrou a valorizar 0,89% para 2.876,32 pontos e o Dow Jones somou 0,84% para 25.862,68 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,97% para 7.898,05 pontos.

 

A contribuir para a subida desta quinta-feira em Wall Street estiveram sobretudo os bons resultados de cotadas como a Cisco Systems e a Walmart.

 

Também os bons dados económicos, desta feita no que diz respeito ao arranque de novas construções nos EUA, ajudaram a animar o sentimento dos investidores.

 

A travar um maior ímpeto continuam os receios na frente comercial, desta vez com um novo episódio.

 

Numa altura em que não há ainda acordo comercial entre os EUA e a China, os investidores respiraram ontem de alívio depois de ser avançado que o presidente dos Estados Unidos vai adiar por seis meses o seu veredicto sobre a imposição de tarifas à importação de automóveis, alargando desta forma o prazo para as negociações com a União Europeia e o Japão.

 

No entanto, ainda ontem mas já depois do fecho das bolsas do outro lado do Atlântico, Donald Trump  declarou "emergência nacional" e emitiu uma ordem executiva a proibir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras consideradas de risco.

 

Além disso, o Departamento do Comércio colocou a Huawei na "lista negra" dos Estados Unidos, o que poderá impedir as empresas norte-americanas de venderem os seus produtos à gigante chinesa. Na prática, esta decisão exige que as empresas norte-americanas obtenham licença para vender tecnologia crítica à Huawei, o que pode cortar o acesso da chinesa aos semicondutores fabricados nos Estados Unidos e cruciais para a produção do seu equipamento.

 

Isto levou a que as cotadas norte-americanas que fornecem a Huawei, sobretudo no setor dos semicondutores, estivessem hoje a afundar em bolsa, o que impediu maiores subidas em Wall Street.




Marketing Automation certified by E-GOI