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CMVM decide manter suspensão das acções do BES por mais 10 dias úteis

Apesar de já ter sido revelado o balanço inicial do banco "mau", há ainda mais informação que a autoridade reguladora quer saber. Daí que as acções e as obrigações subordinadas se mantenham suspensas.

Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 19:50
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Suspensas por mais dez dias úteis. É esta a decisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários relativamente às acções e obrigações do Banco Espírito Santo que ainda estão cotadas. A divulgação do balanço inicial, que revelou um buraco de 2,4 mil milhões de euros, não foi suficiente para levantar a suspensão.

 

"Tendo em conta, por um lado, a especificidade da situação do BES após a deliberação de resolução adoptada pelo Banco de Portugal e a suas implicações e, por outro, a necessidade de salvaguarda do nível de informação necessário à clarificação da situação jurídica e financeira do BES que permita uma avaliação fundamentada das consequências para os accionistas e diversos credores da instituição, entre os quais os titulares das obrigações subordinadas admitidas à negociação em mercado regulamentado, entende-se que, não obstante a informação privilegiada divulgada pelo BES no passado dia 7 de agosto, subsistem fundamentos para, na presente data, o Conselho de Administração deliberar, nos termos do artigo 214º, da alínea b) do n.º 2 do artigo 213º e do nº.2 do artigo 215º, todos do Código dos Valores Mobiliários, a prorrogação da suspensão da negociação das acções e dos instrumentos de dívida do Banco Espírito Santo", indica o comunicado emitido pelo regulador esta quinta-feira, 13 de Agosto.

 

Ou seja, a entidade presidida por Carlos Tavares defende que a resolução, pela sua complexidade, exige medidas especiais e, além disso, há ainda ausência de informação necessária para os accionistas e credores do BES. No âmbito da resolução do banco, a 3 de Agosto de 2014, os accionistas e titulares de dívida subordinada (com menores privilégios na hierarquia de credores) não transitaram para o Novo Banco.

 

A CMVM sempre justificou que era necessário ter acesso ao balanço do BES a 3 de Agosto de 2014 para que pudesse estudar o levantamento da suspensão dos títulos, que existe desde 1 de Agosto, quando o BES ainda era um dos maiores bancos do sistema financeiro e não um veículo com os seus activos e passivos considerados problemáticos. Contudo, essa divulgação, que revelou capitais próprios de 2,4 mil milhões de euros negativos, não foi suficiente para levantar a suspensão, conforme decidiu o conselho directivo da CMVM esta quinta-feira.

 

Em causa estão as acções do BES e os seguintes títulos: BES PERPETUAL SERIE USD (código ISIN PTBEROOM0030); BES OBRIGACOES CX SUBORDINADAS 2011 (código ISIN PTBEQFOM0016); BES PERPETUAL (código ISIN PTBENBOM0021). 

 

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