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Cofina lança OPA sobre a dona da TVI, avaliada em 255 milhões

A Cofina lançou uma OPA sobre a Media Capital, numa operação que avalia a empresa alvo de OPA nos 255 milhões de euros. A contrapartida oferecida é de 2,3336 euros.

# Porque Sobe - A Altri é cada vez mais uma exportadora de peso na economia nacional, e continua a estender o seu braço à energia. É já vista como possível consolidadora no negócio internacional. Apesar da guerra que se continua a declarar ao eucalipto, e do caso das descargas no Tejo. Paulo Fernandes está também a escalar o poder à conta do grupo Cofina. Conseguiu que a sua televisão entrasse em todas as plataformas, cimentando posições de liderança no cabo. E a Ramada passou a integrar o PSI-20.
Duarte Roriz
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Setembro de 2019 às 09:34
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A Cofina anunciou o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Media Capital, dona de ativos como a TVI e a Rádio Comercial, de acordo com um comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A operação avalia a Media Capital em 255 milhões de euros, de acordo com a Cofina, que é dona do Jornal de Negócios.

A contrapartida oferecida pelas ações da Media Capital que estão em bolsa é de 2,3336 euros. Uma vez que a percentagem de capital que não está em mãos de acionistas de referência é reduzido, o valor desta oferta é inferior a 10,5 milhões de euros. O free float da Media Capital é de apenas 0,26%. 

Já a Prisa, que detém através da Vertix 94,69% do capital da Media Capital, vai receber uma contrapartida máxima de 2,1322 euros, no âmbito do acordo. Esta operação representa um encaixe de 170,6 milhões de euros para a Prisa, de acordo com um outro comunicado emitido pela empresa espanhola. Este valor representa uma menos-valia de cerca de 76 milhões de euros para as contas da Prisa. 

Os restantes 5% da Media Capital estão nas mãos da Abanca. 

A diferença entre o encaixe da Prisa e o valor pago aos outros investidores que têm ações da Media Capital face aos valor reportado pela Cofina justifica-se pelo facto de a empresa liderada por Paulo Fernandes assumir a dívida da dona da TVI. 

"Caso a aquisição da referida participação venha a ser positivamente apreciada pelos reguladores, o seu financiamento está assegurado através de crédito bancário já aprovado e da realização de um aumento de capital", explica a Cofina num comunicado enviado às redações. "Excluindo a percentagem do capital em  free-float, o aumento de capital está garantido em mais de 50% pelos atuais acionistas de referência, sendo, no entanto, possível que entrem novos investidores com posições qualificadas", adianta a mesma fonte.

Sobre a forma como será financiada a operação não são dados mais pormenores. 

A Cofina adianta este sábado que o projeto "passa por manter as linhas editoriais dos diferentes meios de comunicação social que detém e que passará a deter, bem como todos os profissionais que estejam dispostos a colaborar neste novo projeto. Esta aquisição garante a existência de um grupo de media independente e capaz de reforçar o papel que os media têm enquanto pilar essencial à vida de uma sociedade democrática."

A empresa liderada por Paulo Fernandes realça ainda que esta operação vai criar "um grupo financeiramente forte", o que garante a "independência editorial e a criação de valor para todos os stakeholders, incluindo colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores e parceiros."

A oferta está agora condicionada à aprovação da Autoridade da Concorrência (AdC) e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).


(Notícia atualizada, pela última vez, às 10:25)

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