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Confiança dos alemães pressiona acções europeias

As acções europeias caem pela primeira vez em três dias, depois de ter sido divulgado que a confiança alemã subiu menos do que esperado, alimentando a especulação de que as subidas dos últimos seis meses ultrapassaram as perspectivas de recuperação da economia.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 11:08
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As acções europeias caem pela primeira vez em três dias, depois de ter sido divulgado que a confiança alemã subiu menos do que esperado, alimentando a especulação de que as subidas dos últimos seis meses ultrapassaram as perspectivas de recuperação da economia.

O Dow Jones Stoxx 600 desce 1,05% para 242,16 pontos, com mais de seis acções a subir por cada uma que desce. Os 19 grupos industriais que compõem o índice apresentam um desempenho negativo.

“O mercado está preparado para uns dias seguidos de perdas”, disse um gestor do RBS Coutts Bank, em Zurique. “As subidas estão saturadas e qualquer notícia negativa pode levar o mercado às quedas. As acções já não estão baratas”, acrescentou.

As recentes subidas levaram os preços das acções que constituem o índice acima de 50 vezes os resultados apresentados pelas cotadas, o nível mais caro desde 2003, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

A retalhista, Hennes & Mauritz, desce 3,4% para 394,5 coroas suecas e pressiona o sector do retalho. A segunda maior retalhista da Europa anunciou um crescimento dos resultados no terceiro trimestre, para 3,46 mil milhões de coroas suecas, de 3,33 mil milhões de coroas no mesmo período do ano passado. Um valor que, ainda assim, ficou aquém das expectativas, de acordo com um inquérito da Bloomberg.

Os líderes das nações do Grupo dos 20, estão reunidos em Pittsburg, hoje e amanhã, para trabalharem num acordo para prevenir uma repetição da pior crise financeira desde a Grande Depressão e assegurar uma recuperação sustentada da economia.

O presidente Obama e os seus homólogos poderiam ter de enfrentar a recuperação mais lenta desde a Segunda Guerra Mundial, se tivessem de pagar os 9 biliões de euros que despenderam a resgatar a economia mundial, segundo a Bloomberg.

O IBEX desvaloriza 1,14% para 11,717,70 pontos e é pressionado essencialmente pela Telefónica, que desce 1,06% para 18,70 euros e pelo Banco Santander que deprecia 0,98% para 11,10 euros.

O Footsie cai 0,60% para 5.108,39 pontos com o HSBS, maior banco do Reino Unido, a recuar 1,27% para 702,1 pence. O BG Group também é dos que mais pressiona, ao descer 1,36% para 1.090 pence.

O CAC-40 perde 0,71% para 3.794,81 pontos. A pressionar está sobretudo a petrolífera Total, que desvaloriza 0,82% para 41,155 euros. O BNP Paribas também contribui para a tendência, ao descer 0,55% para 56,10 euros, enquanto a Société Générale é a cotada que mais contraria a descida do índice, ao avançar 1,50% para 54,52 euros.

O DAX recua 0,97% para 5.646,49 pontos, ao ser pressionado pelo Deutsche Bank, que deprecia 2,50% para 82,70 pontos e pela seguradora Allianz que desce 2,05% para 82,70 euros.

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