Bolsa Confirmação de acordo comercial dá novos recordes a Wall Street

Confirmação de acordo comercial dá novos recordes a Wall Street

As bolsas norte-americanas atingiram novos máximos históricos esta sexta-feira, impulsionadas pelo acordo comercial parcial entre os EUA e a China. Depois acabaram por moderar os ganhos, numa altura em que os investidores digerem os dados disponíveis e esperam por mais informações.
Confirmação de acordo comercial dá novos recordes a Wall Street
Carla Pedro 13 de dezembro de 2019 às 21:19

O Dow Jones encerrou a somar 0,01% para 28.135,38 pontos, depois de na negociação intradiária ter fixado um máximo histórico nos 28.290,73 pontos.

O S&P 500, por seu lado, avançou também 0,01% para 3.168,80 pontos, após marcar durante o dia o valor mais alto de sempre, nos 3.182,68 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite também ganhou terreno, a valorizar 0,20% para 8.734,88 pontos. Durante a sessão estabeleceu um novo recorde nos 8.768,87 pontos.

 

Depois da euforia de ontem, com os principais índices norte-americanos a marcarem novos máximos históricos, fruto do anúncio de um acordo comercial parcial (chamado de "fase um") entre os EUA e a China, os relatos contraditórios que hoje se começaram a ler na imprensa norte-americana deixaram os investidores com dúvidas, pelo que Wall Street abriu no vermelho.

 

O The Wall Street Journal referiu que Pequim não tinha confirmado o acordo, o que deixou os investidores nervosos. "A China indicou que o acordo comercial de curto prazo com os EUA terá ainda de ser concluído, apesar da assinatura do presidente Trump, o que destaca a imprevisibilidade de um processo negocial que tem abalado as empresas e mercados globais", salientava o WSJ.

 

Donald Trump reagiu, dizendo que aquilo que o The Wall Street Journal tinha escrito era completamente falso, mas os investidores preferiam optar pela prudência.

 

Entretanto, a China veio clarificar que há mesmo acordo, o que deu de imediato ganhos às bolsas norte-americanas – que atingiram novos máximos históricos.

 

Ficou também claro que a nova fornada de tarifas alfandegárias que estava prevista para domingo, 15 de dezembro, já não entrará em vigor, o que animou ainda mais os mercados.

 

De qualquer das formas, os investidores continuaram a tentar avaliar todos os contornos deste acordo de "fase um", pelo que a euforia rapidamente deu lugar a uma moderação – com os principais índices do outro lado do Atlântico a terminarem o dia com ganhos ligeiros.

 

Donald Trump disse que os dois países estão já prontos para avançar rumo às negociações da "fase dois" do acordo, mas ainda há questões por clarificar. Com efeito, não está ainda claro se a China concordou em comprar produtos agrícolas norte-americanos num volume que satisfaz plenamente Washington, nem se sabe se os EUA planearam avançar já com a redução de algumas das tarifas aduaneiras que já tinham sido impostas sobre produtos chineses, refere a Bloomberg.




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