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Crise da dívida também é soberana na tendência de Wall Street

As principais praças norte-americanas fecharam em forte queda, a perderem mais de 2%, numa sessão penalizada pelo intensificar de receios em torno da crise da dívida soberana na Europa. A actividade industrial da China caiu para um mínimo de seis meses, o que contribuiu para o nervosismo dos investidores.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 21:08
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As principais praças norte-americanas fecharam em forte queda, a perderem mais de 2%, numa sessão penalizada pelo intensificar de receios em torno da crise da dívida soberana na Europa. A actividade industrial da China caiu para um mínimo de seis meses, o que contribuiu para o nervosismo dos investidores.

O índice industrial Dow Jones encerrou a perder 2,02%, fixando-se nos 10.927,07 pontos. Este índice caiu na semana passada pela primeira vez em nove semanas, pondo assim termo à mais longa série de ganhos semanais desde 2004. A penalizar estiveram os cortes dos “ratings” da dívida soberana da Grécia, Portugal e Espanha, que aumentaram os receios de um abrandamento do crescimento económico global.

A acusação de fraude feita ao Goldman Sachs pela autoridade reguladora do mercado de capitais nos EUA também ajudou, na semana passada, à fragilidade das bolsas.

Ainda na sessão de hoje, o S&P 500 cedeu 2,38% para se estabelecer nos 1.173,63 pontos. A confirmar a alta volatilidade vivida pelos mercados, a Bloomberg salienta que o Standard & Poor’s 500 fechou a ganhar ou a perder mais de 1% em cinco das últimas seis sessões.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq desvalorizou 2,98% para 2.424,25 pontos. O Nasdaq chegou a estar a perder 3,2%, sendo a queda mais acentuada em mais de um ano.

A Alcoa e a Exxon Mobil lideraram as quedas entre as empresas do sector dos metais industriais e do petróleo, num dia em que estas matéria-primas perderam terreno, sobretudo devido à valorização da nota verde face ao euro, situação que diminui a atractividade das “commodities” denominadas em dólares como investimento alternativo.

O dólar esteve a ser beneficiado pelos receios em torno da moeda única europeia, especialmente numa altura em que se começa a pôr em causa o valor das ajudas a dar à Grécia, que poderá não ser suficiente para conter uma crise da dívida na Zona Euro. O euro caiu para níveis de Abril de 2009 face à divisa norte-americana, ao cotar-se abaixo de 1,30 dólares.

O Bank of America e o JPMorgan acompanham as perdas da banca na Europa, onde o Santander, BCP e National Bank of Greece caíram pelo menos 6%.

A fabricante de livros electrónicos infantis LeapFrog Enterprises afundou 15%, depois de reportar perdas superiores ao esperado para o primeiro trimestre.

Além disso, a Intel perdeu quase 4%, contagiando com uma tónica negativa todo o sector dos fabricantes de microprocessadores, o que afectou bastante o Nasdaq.

Por outro lado, os dissabores e receios na Europa, especialmente o medo de que a Grécia possa contagiar outros membros da Zona Euro, têm estado a pressionar os mercados accionistas. Nem os bons dados macroeconómicos dos EUA divulgados hoje foram suficientes para inverter esta tendência.

“Ainda há um grande risco de podermos assistir a um fenómeno de contágio. Não se pode descartar a possibilidade de um outro país precisar de ser resgatado pela União Europeia e pelo FMI”, comentou à Bloomberg um estratega da Capital Spreads, Angus Campbell.

Veja também:
As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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