Bolsa CTT regista a maior subida desde 2017 em dia de fortes ganhos na bolsa

CTT regista a maior subida desde 2017 em dia de fortes ganhos na bolsa

A bolsa nacional fechou o dia com ganhos, a acompanhar o entusiasmo que se vive no resto das praças europeias. Os CTT foram o grande destaque, ao somarem mais de 4%, naquela que foi a sessão com a subida mais pronunciada desde dezembro de 2017.
CTT regista a maior subida desde 2017 em dia de fortes ganhos na bolsa
Tiago Sousa Dias
Sara Antunes 05 de setembro de 2019 às 16:43
A bolsa nacional fechou a subir, numa sessão marcada pelo regresso do otimismo. As notícias sobre o encontro agendado entre China e EUA para novas negociações sobre a guerra comercial e a expectativa de que o Parlamento britânico evite um Brexit sem acordo foram os principais responsáveis pela evolução positiva das bolsas. 

Por cá, o PSI-20 subiu 0,8% para 4.970,64 pontos, com 13 cotadas em alta, quatro em queda e uma inalterada. 

Os CTT foram o grande destaque, ao apreciarem 4,4% para 1,992 euros, registando assim o maior ganho desde dezembro de 2017. As ações da empresa atingiram um mínimo histórico a 15 de agosto tendo, desde então, recuperado progressivamente. 

Com ganhos expressivos fechou também a Galp Energia, apreciando 2,87% para 13,28 euros, num dia em que os preços do petróleo estão a subir mais de 2%, depois de ontem terem disparado mais de 4% em reação às novas sanções impostas pelos EUA ao Irão e pela garantia da Rússia de que irá cumprir os cortes de produção acordados com os membros da OPEP. A contribuir para a subida dos preços da matéria-prima desta quinta-feira está a evolução das reservas de petróleo nos EUA, que caíram na semana passada. 

Ainda na energia, a EDP avançou 0,45% para 3,547 euros, enquanto a EDP Renováveis cresceu 0,2% para 10,02 euros.

O BCP, que tem estado sob pressão muito devido às questões relacionadas com a conversão de créditos realizados em francos suíços para zlótis do Millennium Bank, fechou a subir 2,6% para 0,1970 euros. Outro foco de pressão das ações do BCP está relacionado com a perspectiva de redução das margens, provocada pela política de juros baixos do Banco Central Europeu (BCE). 

No retalho, a Sonae SGPS avançou 1,73% para 0,852 euros, enquanto a Jerónimo Martins subiu uns tímidos 0,16% para 15,905 euros, num dia em que chegou a renovar um máximo de março de 2018 ao tocar nos 15,98 euros. A dona dos supermercados Pingo Doce tem renovado máximos, a beneficiar das perspetivas para a Polónia, que levou mesmo o Goldman Sachs a elevar a avaliação da cotada recentemente



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