Bolsa CTT sobem perto de 40% em outubro. Foi a maior valorização mensal de sempre

CTT sobem perto de 40% em outubro. Foi a maior valorização mensal de sempre

A empresa liderada por João Bento valorizou quase 40% durante este mês, mantendo o cenário positivo que assumiu desde agosto. Os resultados positivos vieram ampliar a recuperação.
CTT sobem perto de 40% em outubro. Foi a maior valorização mensal de sempre
Gonçalo Almeida 31 de outubro de 2019 às 18:21
Outubro foi sinónimo de recuperação para os CTT. Neste mês, o valor da empresa liderada por João Bento disparou 37,30% para os 2,864 euros por ação, o que implica uma subida de cerca de 100 milhões de euros em termos de capitalização de mercado - para os 318,60 milhões de euros. 

Numa base comparável, durante este mês os CTT subiram mais do que o valor de mercado total da Pharol (vale 88 milhões). 

A apoiar esta subida exponencial estiveram os resultados anunciados. Os CTT fecharam os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 22,9 milhões de euros, o que traduz um aumento de 99%. Este resultado "reflete a melhoria operacional da empresa e o contributo da 321 Crédito", justifica a empresa em comunicado à CMVM.


Ainda este mês, o Negócios deu conta que os "hedge funds" estão a reduzir as suas apostas na queda das ações do operador postal. De acordo com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Marshall Wace e a GLG Partners reduziram nos dias 21 e 23 de outubro os "shorts" na cotada para 0,58% e 0,57%, respetivamente.

Há menos de dois meses, no final de agosto, havia sete "hedge funds" com participações a descoberto na empresa, equivalentes a 5,7% do capital. Atualmente existem três, representativas de 2,87% do capital. Na altura, a empresa subiu para máximos desde abril. 

O ano de 2019 está a ser desafiante para os CTT. Até 15 de agosto, pouco depois de ter apresentado os resultados do semestre, a empresa desvalorizou mais de 40%. Depois dessa data, as ações tiveram um disparo de 69%. 

O primeiro semestre já tinha sido marcado por uma melhoria dos resultados, mantendo-se assim a rota. Isto depois de nos últimos anos a empresa ter sentido uma deterioração dos seus indicadores, revisto em baixa as suas previsões e lançado um plano de reestruturação como resposta. 

Também de salientar o desempenho, neste mês de outubro no PSI-20, da Sonae - que valorizou cerca de 15%. A fechar a lista das subidas esteve a Mota-Engil, que ganhou perto de 12%.




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