Bolsa Dados económicos ofuscam receios de cortes na despesa e animam Wall Street

Dados económicos ofuscam receios de cortes na despesa e animam Wall Street

Os principais índices bolsistas norte-americanos subiram, apesar da rejeição, pelo Senado, de duas propostas para substituir os cortes automáticos da despesa federal, no valor de 85 mil milhões de dólares, agendados para entrarem hoje em vigor.
Dados económicos ofuscam receios de cortes na despesa e animam Wall Street
Carla Pedro 01 de março de 2013 às 21:21

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em baixa, ainda penalizadas pela rejeição, por parte do Senado norte-americano, dos planos para substituir cortes automáticos da despesa.

 

Pelas 16h30 de Lisboa (11h30 nos EUA), Barack Obama anunciava que não tinha sido possível um acordo de última hora com o Congresso e que os cortes entram mesmo em vigor mais logo, à meia-noite local (5h da manhã em Lisboa). Nessa altura, as praças reagiram com um reforço do movimento de queda.

 

Um pouco mais tarde, acabaram por inverter e fechar em alta. Isto porque os investidores decidiram dar mais importância aos dados da confiança do consumidor em Janeiro e da actividade industrial em Fevereiro, que foram melhores do que o esperado. Quanto aos receios dos cortes na despesa federal, mantêm-se mas ficaram em segundo plano. Pelo menos por hoje.

 

O índice industrial Dow Jones encerrou a subir 0,25% para 14.089,66 pontos, enquanto o Nasdaq valorizou 0,30% para se estabelecer nos 3.169,74 pontos.

 

O Standard & Poor’s 500, por seu lado, avançou 0,3% para 1.518,41 pontos.

 

Os senadores norte-americanos rejeitaram uma proposta dos Democratas, por 51 votos contra e 49 a favor, bem como uma proposta dos Republicanos (por 38-62). Cada uma das medidas requeria pelo menos 60 votos a favor.

 

O presidente Barack Obama convocou os líderes do Congresso (que reúne o Senado e a Câmara dos Representantes) para uma reunião hoje na Casa Branca, mas não houve acordo, pelo que o arranque dos cortes na despesa (conhecidos como ‘sequestro’) entra já hoje em vigor. Estas reduções da despesa federal totalizarão 1,2 biliões de dólares em nove anos, com 85 mil milhões desse corte a ser efectivado nos restantes sete meses do presente ano fiscal.

 

Obama lamentou não ter havido acordo e os mercados reagiram com pessimismo, mas os bons dados económicos acabaram por ter mais peso no sentimento.




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