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Depois de venda da posição da Eni, Barclays mantém “target” da Galp em 17 euros

Potencial de valorização da Galp Energia encontra-se em 35%, na óptica do Barclays. Banco britânico considera que segmento de exploração e produção da petrolífera portuguesa é o “melhor entre empresas integradas europeias”.

Miguel Baltazar/Notícias
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 07 de Abril de 2014 às 12:17
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O Barclays reiterou a avaliação que faz das acções da Galp Energia depois de concretizada a venda da participação da italiana Eni. A recomendação atribuída é de “overweight”, o que indica que a empresa irá superar o desempenho do sector, de acordo com as perspectivas do banco.

 

Os títulos da petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira (na foto) mantêm o preço-alvo de 17 euros, o que atribui um potencial de valorização de 35% face aos 12,62 euros a que seguem a negociar esta segunda-feira na Bolsa de Lisboa (quebra de 0,39%).

 

Na nota de “research” publicada a 7 de Abril, os analistas do Barclays sublinham que já está “totalmente afastado” o receio de uma contenção de compra das acções da Galp. Este receio acontece quando se sabe que há um grande investidor com intenção de alienar uma grande quantidade de acções.

 

No caso da petrolífera nacional, era expectável que a Eni vendesse parte da sua posição, que era superior a 16% no final do ano passado. Efectivamente, foram vendidos na semana passada 7%, ficando agora apenas com 9% do seu capital. Com o anúncio da operação, os investidores deixam de adiar a compra de acções - os títulos já foram vendidos. Esse é o facto sublinhado pelo Barclays.

 

Na sua nota, intitulada “melhor no sector”, o banco elogia o negócio da petrolífera, acrescentando mesmo que “o negócio de exploração e produção da Galp é o melhor entre as empresas europeias integradas [de petróleo e gás natural]”.

 

Este sector de exploração petrolífera, que se centra essencialmente no Brasil, Moçambique e em Angola, tem vindo a crescer e, nesse sentido, os analistas Lydia Rainforth e Joshua Stone deixam uma nota de evidência da Galp em relação a outras empresas: “A Galp continua a ser uma das poucas empresas, no nosso universo de cobertura, que terá uma escala e mistura de negócios completamente diferentes nos próximos cinco anos”.


Embora não seja expectável que o progresso venha a acontecer sem sobressaltos e de uma forma repentina, o banco de investimento britânico mantém a sua confiança nos activos da Galp no Brasil e em Moçambique - confiança que está por trás dos números relativos ao ano passado e que servem de base aos 17 euros de preço-alvo para os próximos 12 meses. 

 

Além da exploração e produção, a companhia nacional está presente na Refinação&Distribuição (transformação de petróleo em produtos refinados) e no Gas&Power (importação e venda de gás natural e produção de electricidade).

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

 

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