Bolsa Derrocada prossegue em Wall Street com tecnológicas a afundar

Derrocada prossegue em Wall Street com tecnológicas a afundar

As bolsas do outro lado do Atlântico voltaram a perder terreno, recuando mais de 1% no fecho, pressionadas sobretudo pelas tecnologias depois das novas investidas dos EUA contra empresas chinesas do setor. A forte queda dos preços do petróleo também abalou as cotadas da energia.
Derrocada prossegue em Wall Street com tecnológicas a afundar
Reuters
Carla Pedro 23 de maio de 2019 às 21:05

O Standard & Poor’s 500 fechou a recuar 1,19% para 2.822,24 pontos e o Dow Jones cedeu 1,11% para 25.490,40 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 1,58% para 7.628,28 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico prosseguiram o movimento de queda, sendo que as tecnológicas estão entre as que mais pressionam – especialmente no segmento dos semicondutores, já que muitas empresas norte-americanas que operam nesta indústria são fornecedoras de companhias chinesas, como a Huawei.

 

Depois do ‘ataque’ à Huawei, o governo dos Estados Unidos está a ponderar aplicar restrições semelhantes a mais cinco tecnológicas chinesas, entre as quais a fabricante de equipamentos de videovigilância Hikvision, o que intensifica os receios de um agravamento de tensões entre os dois países.

 

A notícia foi avançada na quarta-feira, um dia depois de a Administração Trump ter dado um passo atrás nas medidas contra a gigante chinesa das telecomunicações, adiando por três meses as restrições aplicadas às trocas comerciais entre esta e as tecnológicas norte-americanas.

 

Este novo foco de tensão nas relações comerciais entre Washington e Pequim tem penalizado o sentimento dos investidores, com a perspetiva de um acordo comercial entre as duas economias a distanciar-se.

 

Na sessão desta quinta-feira, também o setor da energia esteve a negociar no vermelho, arrastado pelas quedas dos preços do petróleo nos principais mercados internacionais.

 

As cotações do "ouro negro" afundaram – à conta sobretudo do aumento das reservas norte-americanas de crude na semana passada –, tendo chegado a perder mais de 5% em Londres e mais de 6% em Nova Iorque.

 

As tensões comerciais pesam igualmente no setor da energia, bem como no dos automóveis.




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