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Direitos do BES continuam em alta apesar de vendas dos maiores accionistas

O Crédit Agricole e o ESFG venderam perto de mil milhões de direitos de subscrição de acções a 11 cêntimos cada um. Na bolsa estes títulos continuam em alta e já estiveram hoje a negociar acima dos 12 cêntimos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Maio de 2014 às 10:38
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No segundo dia de negociação em bolsa os direitos de subscrição de novas acções no aumento de capital do Banco Espírito Santo continuam a negociar em alta. Sobem 1,71% para 11,9 cêntimos, tendo já negociado esta manhã nos 12,3 cêntimos.

 

Já ontem os títulos tinham disparado mais de 30% face ao preço teórico de 9,1 cêntimos, com os investidores agradados com o facto de o ESFG e o Crédit Agricole terem anunciado que não vão reduzir de forma substancial a sua posição no BES.

 

Os dois maiores accionistas do BES já concluíram hoje a operação de venda de direitos que lhes permite reduzir a posição no banco. Os títulos foram colocados junto de investidores institucionais a 11 cêntimos cada um, uma cotação 6% inferior ao fecho de ontem e 7,6% abaixo do preço actual, mas 21% acima do preço teórico a que os direitos começaram a negociar.

 

Esta evolução positiva dos direitos está a puxar pelas acções do BES, que esta quarta-feira valorizam 0,64% para 0,949 euros.

 

Segundo anunciou hoje o BES, o Crédit Agricole vendeu 667,3 milhões de direitos, encaixando 73,4 milhões de euros, enquanto o ESFG alienou 332,3 milhões de direitos, realizando um encaixe de 36,5 milhões de euros.

 

Ambos já tinham anunciado que iriam reduzir a posição no BES no âmbito desta operação de aumento de capital. O ESFG irá reduzir de 27,4% para 25%, enquanto os franceses do Crédit Agricole baixarão de 20,1% para 15%.

 

O período de negociação dos direitos em bolsa prolonga-se até 3 de Junho, sendo que as novas acções podem ser subscritas até 9 de Junho.

 

Nos aumentos de capital, o período em que os direitos da operação são negociados em bolsa tendem a ser utilizados pelos investidores para tentarem realizar ganhos de arbitragem. Ou seja, procuram beneficiar de pequenas discrepâncias de preços entre os direitos e as acções. 

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