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Direitos do BES voltam a disparar e levam acções a subir mais de 5%

Pela segunda sessão consecutiva os direitos de subscrição do aumento de capital do BES estão a marcar ganhos de dois dígitos, imunes às vendas por parte dos maiores accionistas. Uma prestação que está a puxar pelas acções do banco.

Bloomberg
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt | Paulo Moutinho 28 de Maio de 2014 às 12:18
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As acções do Banco Espírito Santo registam fortes ganhos pela segunda sessão consecutiva, beneficiando com o interesse dos investidores no aumento de capital que o banco está a realizar e que é visível na evolução em bolsa dos direitos de subscrição.

 

Depois de uma abertura em queda, os direitos de subscrição do aumento de capital estão nesta altura a ganhar 18,8% para 13,9 cêntimos. Hoje oscilaram entre uma queda de 6,84% para 10,9 cêntimos e uma subida de 20,51% para 14,1 cêntimos. Já ontem tinham valorizado 30% face ao preço teórico de 9,1 cêntimos com que arrancaram a negociação na terça-feira.

 

À cotação dos direitos corresponde uma cotação teórica das acções, pelo que estes títulos estão a acompanhar a tendência positiva. As acções do BES ganham 5,51% para 0,995 euros e esta manhã já tocaram nos 0,999 euros. Ontem as acções tinham subido 7%, sendo que a prestação desta semana quase anula a queda sentida desde que o Diário Económico" noticiou que o banco iria avançar com um aumento de capital.

 

A subida dos direitos acontece depois do Crédit Agricole e o ESFG terem já vendido os direitos, o que denota um interesse dos investidores em participar no aumento de capital do banco.

 

Entre esses investidores estarão aqueles que o banco está a contactar no "roadshow" em 14 praças financeiras (a decorrer até ao próximo dia 4 de Junho), "com o foco apontado a 200 investidores institucionais, incluindo os maiores fundos de investimento", disse o BES.

 

Nesta operação de charme, que estará a ser bem acolhida pelos investidores, o banco irá passar por Londres, Dublin, Paris, Madrid, Munique, Amesterdão, Bruxelas, Frankfurt, Bruxelas, Milão, além de outros mercados. Ricardo Salgado, o presidente executivo do banco, lidera a comitiva. Faz-se acompanhar por Amílcar Morais Pires, administrador financeiro, e também por Joaquim Goes, administrador do banco.

 

Crédit Agricole e ESFG vende direitos com desconto "pequeno"

 

Os dois maiores accionistas do BES já concluíram hoje a operação de venda de direitos que lhes permite reduzir a posição no banco. Os títulos foram colocados junto de investidores institucionais a 11 cêntimos cada um, uma cotação 6% inferior ao fecho de ontem e 20% abaixo do preço actual, mas 21% acima do preço teórico a que os direitos começaram a negociar (9,1 cêntimos).

 

"Uma operação feita a um preço muito interessante e com um desconto relativamente pequeno tendo em conta a dimensão da mesma, referiu António Seladas, analista do Millennium investment banking (IB), em declarações à Reuters.

 

Segundo anunciou hoje o BES, o Crédit Agricole vendeu 667,3 milhões de direitos, encaixando 73,4 milhões de euros, enquanto o ESFG alienou 332,3 milhões de direitos, realizando um encaixe de 36,5 milhões de euros.

 

Ambos já tinham anunciado que iriam reduzir a posição no BES no âmbito desta operação de aumento de capital. O ESFG irá reduzir de 27,4% para 25%, enquanto os franceses do Crédit Agricole baixarão de 20,1% para 15%.

 

"Investidores institucionais, como os fundos de investimento, estiveram a impulsionar a cotação dos direitos, compensando o menor interesse dos pequenos investidores, que foram surpreendidos negativamente por este aumento de capital", nota Steven Santos, gestor da XTB.

 

O período de negociação dos direitos em bolsa prolonga-se até 3 de Junho, sendo que as novas acções podem ser subscritas até 9 de Junho.

 

Nos aumentos de capital, o período em que os direitos da operação são negociados em bolsa tendem a ser utilizados pelos investidores para tentarem realizar ganhos de arbitragem. Ou seja, procuram beneficiar de pequenas discrepâncias de preços entre os direitos e as acções.

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