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Dow Jones supera barreira psicológica dos 24.000 pontos

As principais bolsas dos EUA abriram em alta, com o Dow Jones a entrar no patamar dos 24.000 pontos, naquele que constitui um novo máximo histórico.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Novembro de 2017 às 14:40

O Dow Jones abriu em grande a sessão desta quinta-feira, a somar 0,46% e a marcar um novo máximo de sempre nos 24.051,28 pontos.

No passado dia 25 de Janeiro, a euforia tinha sido total: o Dow Jones atingia pela primeira vez o mítico patamar dos 20.000 pontos, fechando acima dessa fasquia. Pouco mais de um mês depois, a 28 de Fevereiro, o índice entrou bem lançado nos 21.000 pontos, num dia em que os mercados reagiram com agrado ao primeiro discurso de Donald Trump no Congresso dos EUA.

 

Quatro meses depois, a 2 de Agosto, o Dow Jones já estava confortavelmente no nível dos 22.000 pontos, impulsionado sobretudo pelos bons resultados empresariais. A fasquia dos 23.000 pontos foi superada a 17 de Outubro e agora chegam os 24.000 pontos.

 

O destaque na valorização sobretudo do Dow Jones está na retoma das tecnológicas e na evolução positiva no que diz respeito à reforma fiscal de Trump que hoje será votada pelo Senado norte-americano [já foi aprovada pela Câmara dos Representantes].

 

Também o Standard & Poor’s 500 segue em alta, a somar 0,41% para 2.637,36 pontos, o que corresponde a um novo recorde.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite, que ontem esteve em contraciclo e fechou em baixa, está também a ganhar terreno, com uma subida de 0,54% para 6.861,18 pontos, mas ainda sem chegar ao seu máximo histórico de 6.914,19 pontos atingido na terça-feira.

O impulso republicano no sentido de se aprovar a legislação fiscal no Senado tem estado a evoluir favoravelmente, sublinha a Reuters. Isto devido ao facto de estarem a decorrer acordos "nos bastidores" com vista a assegurar votos suficientes.

Se a ambiciosa reforma fiscal de Trump avançar, uma das grandes bandeiras será a forte redução do IRC, o que irá animar ainda mais as cotadas. 

O sector da energia também está a ter um bom desempenho, sustentado pela subida dos preços do crude nos mercados internacionais – na expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros grandes produtores acordem um prolongamento do actual acordo de corte de produção.

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