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E ao quinto dia Wall Street sorriu

Após uma semana pintada em tons de vermelho, os principais índices nova-iorquinos fecharam com ganhos sólidos esta sexta-feira, animados pelos resultados acima do esperado do Citigroup e por um menor receio de que a Fed opte já este mês por subir as taxas de juro em 100 pontos base, como muitos já temiam.

EPA
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 15 de Julho de 2022 às 22:02
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Os resultados acima do esperado do Citigroup alimentaram um "rally" em Wall Street, que ganhou força com a crescente convicção de que a Reserva Federal (Fed) irá aumentar as taxas diretoras nos EUA em 75 pontos base este mês e não em 100 pontos, como muitos já receavam após a inflação em junho ter atingido os 9,1%, máximo desde 1981.

O Dow Jones avançou 2,15%, para 31.288,26 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 1,92%, até aos 3.863,16 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite, que na véspera tinha sido o único a fechar acima da linha d'água, subiu 1,79%, terminando o dia nos 11.452,42 pontos.

A dar ânimo aos mercados esteve também a divulgação das expectativas de longo prazo para a inflação dos consumidores norte-amnericanos, que recuaram para mínimos de um ano.

"Apesar de uma recessão ser cada vez mais provável, os 'bulls' centram-se no facto de que muitas das más notícias já estão incorporadas nos preços e se uma recessão for pouco pronunciada há margem para a subida dos mercados no próximo ano", defende Mark Hackett, diretor de "research" de investimento da Nationwide, citado pela Bloomberg.

"O caminho até lá pode não ser agradável mas, se os lucros se aguentarem, há motivos para um otimismo cauteloso". acrescenta.
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