Bolsa Economia e comércio ditam fim da mais longa série de ganhos em 18 meses nas bolsas dos EUA

Economia e comércio ditam fim da mais longa série de ganhos em 18 meses nas bolsas dos EUA

As principais bolsas norte-americanas encerraram no vermelho, pondo fim a oito dias consecutivos de subidas, no caso do S&P 500. A penalizar estiveram novos receios em torno do crescimento económico mundial e a escalada de novas tensões na frente comercial, desta vez entre os EUA e a UE.
Economia e comércio ditam fim da mais longa série de ganhos em 18 meses nas bolsas dos EUA
Reuters
Carla Pedro 09 de abril de 2019 às 21:32

O Dow Jones fechou a ceder 0,72%, para 26.150,58 pontos, e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,61% para 2.878,20 pontos – depois de oito sessões consecutivas a valorizar, a mais longa série de ganhos dos últimos 18 meses, que o deixaram ontem a apenas 1,4% do seu máximo histórico.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,56%, para 7.909,27 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico estiveram a ser pressionadas sobretudo pelos renovados receios de uma desaceleração económica global e pelas ameaças de Donald Trump feitas à União Europeia, com o presidente norte-americano a brandir a bandeira das tarifas aduaneiras.

 

O Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as suas estimativas para o crescimento mundial, colocando as suas perspetivas na fasquia mais baixa desde a crise financeira, o que assustou os mercados.

 

Por outro lado, os EUA intensificaram as tensões comerciais, desta vez com a União Europeia, isto numa altura em que ainda não resolveram os problemas comerciais com a China.

 

O chefe da Casa Branca aludiu à possibilidade de impor tarifas sobre 11 mil milhões de dólares de bens importados da Europa, como forma de contestar os subsídios atribuídos pelo bloco europeu à fabricante aeronáutica francesa Airbus, que rivaliza diretamente com a norte-americana Boeing.

 

Os investidores aguardam agora pelos resultados das empresas norte-americanas, tendo a época de divulgação das contas trimestrais arrancado no dia 1 de abril e adquirido hoje mais destaque com o reporte dos números da Levi Strauss, que anunciou um aumento de 7% das suas receitas entre janeiro e março. Amanhã será a vez da Delta Air Lines.

 

Na sexta-feira a banca dá o pontapé de arranque na divulgação das contas deste setor, devendo ser conhecidos os resultados do JPMorgan e do Wells Fargo.




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