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Economia chinesa e Moodys levam Ásia a terceira sessão de quedas consecutiva

As praças asiáticas negoceiam em baixa pela terceira sessão consecutiva, penalizadas pelo crescimento mais fraco da produção industrial e pelo agravamento dos receios em torno da crise orçamental europeia, depois de a Moodys ter dito que poderá rever em baixa a sua classificação para a dívida espanhola.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 01 de Julho de 2010 às 07:39
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As praças asiáticas negoceiam em baixa pela terceira sessão consecutiva, penalizadas pelo crescimento mais fraco da produção industrial e pelo agravamento dos receios em torno da crise orçamental europeia, depois de a Moodys ter dito que poderá rever em baixa a sua classificação para a dívida espanhola.

O índice de referência MSCI Ásia – Pacifico desce 1,6% e regista a maior queda em três semanas, para os 111,02 pontos.

“Os investidores estão a encontrar dificuldades em atravessar uma parede de dificuldades”, disse o gestor de fundos da Pengana Capitals, Tim Schroders à Bloomberg. “Uma redução da dívida pública espanhola seria mais uma notícia negativa que impulsiona a procura de activos de refúgio”.

O índice de confiança dos gestores de compras da indústria chinesa caiu para 52,1 pontos em Junho, ficando abaixo do esperado e dos 53,9 pontos registados em Maio.

“Os dados económicos são um indício de abrandamento do crescimento económico mas a sua maior parte já foi incorporada nas acções” disse o analista da Haitong Securities em Shangai, Zhang Qi à Bloomberg.

Em Tóquio, o Nikkei depreciou 2,04% para 9.191,60 pontos e o Topix recuou 1,52% para 828,65 pontos e prepara-se para registar uma oitava queda consecutiva. O australiano S&P/ASX 200 declinou 1,7% e prepara-se para encerrar ao nível mais baixo desde 30 Julho de 2009.

A deterioração das condições económicas em Espanha e da sua perspectiva de crescimento para o país, levaram a agência notação financeira Moody’s, a única que atribui a classificação máxima ao país, a ameaçar reduzir a sua avaliação para o país.

"As perspectivas de crescimento de Espanha são mais frágeis do que outras economias classificadas com 'AAA'", afirma Kathrin Muehlbronner, analista da agência para Espanha.

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