Bolsa EDP põe PSI-20 no verde. Jerónimo Martins contraria e toca em mínimos de 2015

EDP põe PSI-20 no verde. Jerónimo Martins contraria e toca em mínimos de 2015

O dia na bolsa nacional terminou com saldo positivo, à semelhança do que aconteceu com as pares europeias. O grupo EDP e o BCP sustentaram apesar da forte quebra da retalhista Jerónimo Martins.
EDP põe PSI-20 no verde. Jerónimo Martins contraria e toca em mínimos de 2015
Bruno Simão/Negócios
Ana Batalha Oliveira 03 de outubro de 2018 às 16:46

A bolsa nacional fechou no verde pela primeira vez em quatro sessões, com uma subida de 0,04% para os 5.294 pontos.

A cor da esperança é comum às principais praças europeias numa altura em que Itália cede em parte à posição de Bruxelas relativamente ao défice orçamentado para a economia transalpina. O Governo italiano decidiu manter a meta para o défice em 2019 nos 2,4% mas reduzi-la nos dois anos seguintes, depois de Luigi Di Maio ter garantido na terça-feira que não iria ceder nem "um milímetro" às recomendações europeias. A bolsa de Milão apreciou acima de 1%.

Por cá, o índice nacional somou impulsionado sobretudo pelo grupo EDP. A eléctrica liderada por António Mexia encabeçou os ganhos, com um avanço de 1,62% para os 3,2 euros. A empresa segue assim a trajectória positiva da última sessão e continua a recuperar, depois de os títulos contarem quedas acumuladas de mais de 5% nas sessões de sexta e quinta-feira.

 

As descidas de que a EDP agora recupera deram-se na sequência de o Governo português ter exigido a devolução de 285 milhões de euros devido à alegada sobrecompensação no âmbito dos CMEC – os contratos que suportam as chamadas rendas às centrais da empresa, e depois de António Mexia ter vindo assinalar o impacto que esta medida pode ter nos resultados da eléctrica. Também a EDP Renováveis se destaca com uma apreciação de 1,74% para os 8,77 euros.


A destoar e a travar o desempenho do índice esteve a Jerónimo Martins. A retalhista afundou 3,59% para os 11,83 euros e chegou a tocar um mínimo de Janeiro de 2015 durante a sessão, após uma queda de 4,73% para os 11,69 euros. A empresa liderada por Soares dos Santos sofre esta desvalorização no mesmo dia em que a cadeia Tesco revela uma quebra de 1,5% nas vendas comparáveis da sua actividade na Europa Central, no primeiro semestre do ano. A afectar a actividade da Tesco esteve a regulação que restringe o comércio ao domingo na Polónia, o mercado que mais remunera o grupo Jerónimo Martins.

No espectro negativo destaque também para a Pharol cujos títulos fecharam com um deslize de 2,74% para os 16,32 cêntimos, mas chegaram mesmo a cair 3,93% para os 16,12 cêntimos durante a sessão, descendo a mínimos de Julho de 2016.


(Notícia em actualizada às 16:52)




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