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EDP atinge novo máximo de dois anos com 12 valorizações em 15 sessões

A eléctrica está a viver um bom momento em bolsa. As acções têm estado a negociar em sentido positivo. A EDP subiu quase o dobro que o sector europeu das energias.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Agosto de 2013 às 10:33
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A EDP continua a ganhar terreno em bolsa. Os títulos da empresa dirigida por António Mexia (na foto) marcaram valorizações em 12 das últimas 15 sessões. A cotação é, por isso, a mais alta dos últimos dois anos.

 

As acções da eléctrica estão a avançar 0,67% para os 2,686 euros, acumulando uma subida de 11,5% nas últimas três semanas. O índice de referência PSI-20 ganhou, no mesmo período, 7,9%.

 

A EDP não é a cotada de Lisboa que mais subiu nas três semanas (o BES é o grande destaque, com uma subida de 29%) mas é a única que hoje está em máximos superiores a um ano. A eléctrica nacional já esteve a valer, na sessão desta sexta-feira, 2,693 euros por acção. É necessário recuar a Maio de 2011, altura em que o PSI-20 começava a ficar deprimido pelo pedido de ajuda externa de Portugal, para encontrar cotações tão elevadas.

 

O sector europeu das “utilities” tem apresentado, igualmente, um comportamento positivo, ao ganhar 6% no mesmo período. A EDP supera esse movimento.

 

Não têm sido divulgadas notícias que possam justificar esse desempenho pelo que se está apenas a ver um momento positivo sem grandes razões, conforme disse ao Negócios um analista do sector, que pediu para não ser identificado por política da casa de investimento.

 

Na semana passada, a 25 de Julho, a EDP apresentou resultados relativos ao primeiro trimestre, registando um crescimento de 4% dos lucros para 603 milhões de euros. O resultado líquido ficou acima do previsto mas, no seu todo, os resultados foram “neutrais”, como disse o analista. Nos comentários que fizeram em reacção aos resultados, não foram detectadas grandes surpresas. A redução da dívida, pelo terceiro trimestre consecutivo, foi um dos pontos de destaque resultantes dos números do primeiro trimestre.

 

Apesar das incertezas quanto à reforma energética em Espanha – um elemento que deveria trazer um sentimento positivo à empresa –, António Mexia garantiu que não irá baixar o nível de dividendos aos accionistas. “Temos os 18,5 cêntimos de dividendo por acção como base. Iremos aumentá-lo se a companhia crescer. E não teremos qualquer alteração a esta base mínima de 18,5 cêntimos”, comentou António Mexia na “conference call” de apresentação dos resultados semestrais, a 26 de Julho.

 

A EDP Renováveis, mais penalizada pelos desígnios de Espanha, somou 2% nas últimas três semanas.

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