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EDP desce mais de 2% e pressiona Euronext Lisbon (act)

A bolsa nacional encerrou a cair – com uma queda inferior às restantes praças europeias que foram pressionadas pelo petróleo e pelo euro – penalizada pela Energias de Portugal e pela Portugal Telecom. O PSI-20 deslizou 0,79% com a Jerónimo Martins a imped

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 25 de Outubro de 2004 às 17:11

A bolsa nacional encerrou a cair – com uma queda inferior às restantes praças europeias que foram pressionadas pelo petróleo e pelo euro – penalizada pela Energias de Portugal e pela Portugal Telecom. O PSI-20 deslizou 0,79% com a Jerónimo Martins a impedir perdas maiores.

O principal índice da bolsa nacional encerrou nos 7.398,98 pontos, com três acções a subir, 16 a cair e uma inalterada, numa sessão em que a liquidez foi 14,85% inferior à anterior, com 92,075 milhões de euros transaccionados.

As principais praças europeias recuaram todas mais de 1%, no dia em que os preços do petróleo atingiram novos máximos históricos e o valor do euro subiu para perto do recorde de Fevereiro passado, ao cotar acima dos 1,28 dólares.

Com uma queda de 2,12% para os 2,31 euros, a Energias de Portugal (EDP) [EDP] foi quem mais pressionou o índice. O BPI diz que a revisão em baixa, por parte da Agência Nacional de Energia Eléctrica (Aneel), dos aumentos aplicados pela Bandeirante desde Outubro de 2003, tem um impacto negativo na Energias de Portugal (EDP). Os lucros da eléctrica portuguesa, que hoje anuncia os resultados do terceiro trimestre, vão ser penalizados em 18 milhões de euros com a decisão do regulador brasileiro.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] foi o segundo título com maior influência na tendência do índice, desvalorizando 0,56% para os 8,85 euros. A operadora deverá ter registado lucros de 142 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, mais 4,9% que no mesmo período do ano passado, segundo as previsões da Goldman Sachs, que prevê uma deterioração das margens da empresa no Brasil.

A Brisa [BRISA] recuou 1,20% para os 6,56 euros. A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), participada em 17,9% pela Brisa, celebrou um acordo para comprar a totalidade do capital da Via Oeste por 485 milhões de reais (133 milhões de euros), anunciou a empresa.

O sector da banca desvalorizou na sua totalidade, com o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] a perder 0,56% para os 1,78 euros, o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] a deslizar 0,07% para os 13,49 euros e o Banco BPI [BPIN] a registar uma queda de 0,66% para os 3,02 euros.

Os lucros do Banco BPI deverão ter subido 12,4% para os 127,9 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, enquanto as receitas deverão ter avançado 4,9% para os 622,2 milhões de euros, estimam analistas da Caixa Banco de Investimento, que para o BES prevêem uma subida de 15% para os 180 milhões de euros no mesmo período. Os dois bancos divulgam amanhã os resultados, sendo que os do BES serão conhecidos ainda antes da abertura da sessão.

A Jerónimo Martins [JMAR] foi a empresa que mais contrariou a tendência do índice, com um avanço de 0,99% para os 9,15 euros, seguida pela Cimpor [CIMP] – que ganhou 0,25% para os 4,08 euros – e da Gescartão que valorizou 1,57% para os 11,61 euros, depois de ter atingido o máximo histórico – nos 12 euros – na sexta-feira.

A Sonae [SON] – que encerrou inalterada nos 0,93 euros – quer ter o assunto Gescartão resolvido até ao final do ano, soube o Jornal de Negócios. Uma fonte oficial do grupo escusou-se a comentar este objectivo e recordou apenas que, já em Março, Belmiro de Azevedo havia declarado que pretendia uma «clarificação» entre os accionistas da Gescartão até ao Verão.

No sector «media» destaque para a Impresa [IPR] que anunciou (já depois do fecho) que obteve um resultado líquido de 2,26 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, um valor que compara com prejuízos de 10,3 milhões de euros no período homólogo e que situou em linha com as previsões dos analistas. A empresa detentora da SIC fechou com perdas de 0,63% para os 4,70 euros. A Media Capital caiu 2,08% para os 5,17 euros, enquanto a Cofina [COFI] perdeu 1,29% para os 3,82 euros.

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