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EDP e BCP contrariam ganhos da PT

As quedas da EDP e do BCP determinaram a evolução da bolsa nacional, pressionando o PSI-20 para uma queda de 0,02%. A Portugal Telecom evitou maiores quedas ao subir mais de 1%, assim como o BPI que tocou hoje no nível mais elevado de sempre.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 09 de Março de 2007 às 16:43
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As quedas da EDP e do BCP determinaram a evolução da bolsa nacional, pressionando o PSI-20 para uma queda de 0,02%. A Portugal Telecom evitou maiores quedas ao subir mais de 1%, assim como o BPI que tocou hoje no nível mais elevado de sempre.

O PSI-20 [psi20] recuou para os 11.609,44 pontos, com 11 acções a cair, seis a subir e três inalteradas. A bolsa nacional contrariou assim a tendência de subida registada na maioria das principais congéneres europeias.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] recuou hoje 0,73% para os 4,06 euros, depois de ontem ter anunciado uma queda de 12% do resultado líquido de 2006, devido à redução das mais-valias. Este valor superou ainda assim as estimativas dos analistas, mas a boa performance da empresa não deverá ter um impacto significativo nas avaliações dos bancos de investimento.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] também desceu 0,73% para os 2,71 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] contrariou esta tendência ao ganhar 0,15% para os 6,56 euros, depois de ter tocado no valor mais elevado desde que negoceia em bolsa ao negociar nos 6,69 euros. O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] também penalizou a bolsa nacional ao descer 0,07% para os 14,25 euros.

A Portugal Telecom (PT) valorizou 1,44% para os 9,83 euros, reagindo assim em alta a notas de "research" hoje publicadas. Na sequência do insucesso da OPA da Sonaecom, a UBS reiniciou a cobertura das acções da PT com uma preço-alvo de 10,20 euros e uma recomendação de "neutral 2". O banco defende que ainda existem outras opções de consolidação.

O dia foi muito marcado pela reacção dos analistas aos resultados apresentados ontem. A Impresa [ipr] foi uma das empresas que reagiu à apresentação dos números de 2006 e às notas de "research" publicadas hoje, ao perder 3,13% para os 4,65 euros.

A Lisbon Brokers reviu em baixa a avaliação dos títulos da Impresa para 5,30 euros, depois da empresa controlada por Pinto Balsemão ter apresentado resultados que a generalidade dos analistas considerou de desapontantes.

A Cofina [cofi] subiu 1,12% para os 1,81 euros, depois de ontem também ter divulgados lucros de 9,7 milhões de euros. Os analistas consideraram que os resultados operacionais da empresa ficaram em linha com as previsões.

A Teixeira Duarte [txde] ganhou 4,67% para os 2,69 euros, depois de ter sido revista em alta pela UBS e de ter sido noticiada que a construtora pode receber 12,6 milhões de euros de indemnização do Governo.

A actualização do valor das participações da Teixeira Duarte na Cimpor e no BCP, assim como o maior valor dos activos imobiliários, levaram a UBS a aumentar o preço-alvo da empresa para os 3,40 euros, o que confere um potencial acima de 30%. Mas tendo em conta um cenário mais optimista, a casa de investimento afirma que o "upside" das acções poderá chegar aos 80%.

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