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EDP e Impresa colocam Euronext em contraciclo com Europa

A bolsa nacional valorizava, em contraciclo com as congéneres europeias, impulsionada pela EDP e Imprensa que negociava em máximos desde Março de 2001. O PSI-20 avançava 0,06%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Novembro de 2004 às 12:42

A bolsa nacional valorizava, em contraciclo com as congéneres europeias, impulsionada pela EDP e Imprensa que negociava em máximos desde Março de 2001. O PSI-20 avançava 0,06%.

As bolsas europeias perdiam pressionadas por empresas como a DaimlerChrysler e pela LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton, uma vez que o euro atingiu hoje um novo máximo histórico acima dos 1,33 dólares.

O principal índice nacional deslizava 0,06% para os 7.606,93 pontos.

Há «pouca liquidez e não me parece que haja alterações [nos próximos dias] a não ser que aconteça alguma coisa no exterior» afirmou Francisco Guarmon, corretor da Probolsa.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] seguia inalterado nos 1,92 euros, a recuar dos 1,93 euros alcançados hoje, o máximo desde Junho. O Bank Millennium, banco polaco participado em 50% pelo Banco Comercial Português, quer vender os 10% que detém na seguradora PZU, uma posição que está foi avaliada em 1,6 mil milhões de zlotys (376 milhões de euros).

O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] também desvalorizava 0,07% para os 13,45 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] seguia estável nos 3,09 euros.

A Impresa [ipr] seguia como o maior impulsionador do índice, a apreciar 5,05% para os 5,2 euros, depois de ter alcançado os 5,28 euros e atingido o máximo desde Março de 2001. «Há um sinal de compra claríssimo» disse o mesmo corretor. A empresa realizou ontem o seu «Investor Day», onde avançou previsões para 2005 e confirmou as negociações para controlar 100% da SIC.

O restante sector de «media» seguia misto com a Media Capital [mcp] a subir 0,19% para os 5,4 euros, e a Cofina [cofi] perdia 0,8% para os 3,72 euros.

A Sonae Industria [sona] avançava 4,26% para os 4,65 euros. A Tafisa, empresa controlada pela Sonae Indústria, valorizou 20% nas duas últimas sessões.

A Sonaecom [snc] ganhava 0,28% para os 3,53 euros. A empresa admite avançar para o negócio de televisão por cabo, oferecendo um serviço triplo, quando ocorrer a separação da rede de cabo da Portugal Telecom, disse Paulo Azevedo em entrevista ao «Semanário Económico», que diz ter a certeza absoluta que esta operação vai mesmo ocorrer.

A Brisa [brisa] perdia 0,15% para os 6,51 euros. A Autostrade, maior concessionária europeia de auto-estradas, está a seguir atentamente o mercado português, centrando o seu interesse no modelo de negócio que será montado para proceder à introdução de portagens pagas nas auto-estradas lançadas em regime SCUT (sem cobrança ao utilizador).

A Energias de Portugal (EDP) [edp] avançava 0,44% para os 2,27 euros. A eléctrica garantiu ontem a subscrição da totalidade das 656 milhões de acções representativas do aumento de capital de 1,2 mil milhões de euros.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] depreciava 0,22% para os 8,95 euros, enquanto a sua participada, PT Multimédia [ptm] ganhava 0,06% para os 17,89 euros.

Fora do PSI-20, a Novabase [nba] cotava nos 6,13 euros com uma queda de 0,16%. A Caixagest – Técnica de Gestão de Fundos, do Grupo Caixa Geral de Depósitos, reforçou a sua posição no capital da Novabase para 5,07%, anunciou hoje a empresa liderada por Rogério Carapuça. A Reditus [red] valorizava 1,25% para os 2,43 euros.

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