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EDP e PT levam bolsa nacional a fechar em queda (act.)

A praça de Lisboa terminou a sessão em terreno negativo, a ceder mais de 1%, em linha com a maioria das principais bolsas europeias. A contribuir para este desempenho estiveram, sobretudo, a Energias de Portugal (EDP) e a Portugal Telecom (PT), bem como a Jerónimo Martins que cedeu mais de 8%, numa sessão em que a Galp Energia travou maiores quedas.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 16:55
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A praça de Lisboa terminou a sessão em terreno negativo, a ceder mais de 1%, em linha com a maioria das principais bolsas europeias. A contribuir para este desempenho estiveram, sobretudo, a Energias de Portugal (EDP) e a Portugal Telecom (PT), bem como a Jerónimo Martins que cedeu mais de 8%, numa sessão em que a Galp Energia travou maiores quedas.

O PSI-20 desceu 1,73% para os 6.706,84 pontos, com 11 cotadas em alta e as restantes nove em queda. À excepção do CAC40, as principais bolsas europeias negociavam também em queda, pela primeira vez em três dias, uma tendência acentuada depois da abertura negativa das praças americanas.

A pesar no sentimento dos investidores estiveram os resultados apresentados por algumas companhias e que ficaram abaixo das expectativas do mercado, o que acentuou os receios de que o abrandamento da economia vai ter um forte impacto nas contas das empresas.

Na bolsa portuguesa, foi a Jerónimo Martins que terminou com a queda mais pronunciada. A retalhista perdeu 8,49% para os 4,255 euros, depois de ter tocado num mínimo de Setembro de 2007 nos 4,122 euros. Na semana passada, a companhia foi alvo de recomendações negativas, com a Goldman Sachs a colocar a empresa na lista de acções a “vender” e a JPMorgan a cortar o preço-alvo em 7,5% para os 6,85 euros.

As empresas de telecomunicações Portugal Telecom (PT) e Zon Multimédia também contribuíram para a descida da bolsa portuguesa. A Merrill Lynch reviu em baixa o seu preço-alvo de 8,00 euros para os 7,00 euros por acção, mantendo a sua recomendação de “neutral” para a PT. A mesma casa de investimento baixou de 6,00 euros para os 4,00 euros, a avaliação da Zon, com uma avaliação de “underperform”.

A empresa liderada por Zeinal Bava desvalorizou 3,18% para os 5,30 euros, enquanto a companhia conduzida por Rodrigo Costa perdeu 3,41% para os 4,36 euros.

No dia em que anunciou que controla 1,35% do seu capital próprio, a Sonaecom somou 2,56% para os 1,40 euros.

No sector financeiro, apenas o Banco Comercial Português (BCP) não acompanhou o sentimento positivo do índice Dow Jones Stoxx para a banca que valorizava 1,46%. O maior banco privado nacional depreciou 3,19% para os 1,00 euro. Pelo contrário, o Banco Espírito Santo (BES) ganhou 0,61% para os 8,25 euros, enquanto o BPI subiu 1,08% para os 1,88 euros.

A Sonae SGPS sofreu, também, uma forte queda ao depreciar 4,10% para os 0,514 euros.

EDP e EDP Renováveis também favoreceram a queda da praça de Lisboa. A companhia liderada por António Mexia recuou 3,09% para os 2,60 euros, enquanto a empresa de “energias verdes” desvalorizou 1,08% para os 4,50 euros. O índice europeu Dow Jones Stoxx para as “utilities” seguia a perder mais de 3%.

Numa sessão em que o petróleo regressou às quedas, seguindo a descer mais de 4%, a Galp Energia valorizou 1,70% para os 7,475 euros. O presidente executivo da petrolífera, Ferreira de Oliveira, afirmou hoje que o preço do crude abaixo dos 70 dólares não compromete os investimentos da Galp, nem com outros valores abaixo deste patamar, que são estimados por muitos analistas.

Também a travar uma maior perda do PSI-20 esteve a Brisa que ganhou 1,23% para os 6,58 euros. As acções da Altri terminaram a sessão a transaccionar nos 2,25 euros, com um ganho de 2,74%.




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