Bolsa EDP pressiona PSI-20 para queda de 0,5%; Novabase desliza 5,34% (act)

EDP pressiona PSI-20 para queda de 0,5%; Novabase desliza 5,34% (act)

A Euronext Lisbon fechou em queda, a acompanhar a Europa, que desceram após os dados do desemprego nos EUA. A EDP foi a principal responsável pela quebra de 0,5% do PSI-20 e a Novabase deslizou 5,34%, não conseguindo um dia de ganhos desde 18 de Julho.
Negócios 01 de agosto de 2003 às 17:18
A Euronext Lisbon fechou em queda, a acompanhar a Europa, que desceram após os dados do desemprego nos EUA. A EDP foi a principal responsável pela quebra de 0,5% do PSI-20 e a Novabase deslizou 5,34%, não conseguindo um dia de ganhos desde 18 de Julho.

O PSI20 fechou nos 5.773,06 ponto, com dois títulos a valorizar, nove em queda e os restantes nove inalterados.

O mercado nacional seguiu a tendência de queda das Bolsas europeias e norte-americanas, afectadas pelos dados desanimadores relativos ao desemprego. A economia norte-americana surpreendeu os analistas, com o Departamento do Trabalho a divulgar que a taxa de desemprego caiu em Julho para 6,2%, depois de em Junho ter atingido 6,4%, um máximo em nove anos. Contudo, o recuo ficou a dever-se, não à criação de novos postos de trabalho, mas a uma contracção no universo da população activa, com 44 mil a abandonarem o mercado de trabalho.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] foi a principal responsável pela quebra do PSI-20 ao perder 1,49% para 1,93 euros, com várias novidades a afectarem a evolução dos títulos. No outro lado do Atlântico, a participada Escelsa, eléctrica de Espírito Santo, atingiu lucros semestrais de 183,26 milhões de reais (56,3 milhões de euros), ajudada pela subida das vendas em 26,2% e melhoria dos resultados financeiros. A companhia brasileira tinha apresentado, na primeira metade de 2002, prejuízos de 174 milhões de reais (53,46 milhões de euros).

A eléctrica portuguesa vai participar, na qualidade de accionista detentor de 14%, numa assembleia geral extraordinária da Galp Energia marcada para o final de Setembro. A reunião pretende decidir a posição a tomar pela Galp Energia na reestruturação do sector energético em Portugal, o qual prevê a transferência do negócio de distribuição de gás da empresa para a EDP. A parceria da Galp Energia com a italiana ENI também estará em discussão.

Outra noticia publicada hoje avança que a EDP pretende gastar apenas uma pequena quantia no projecto de alienação de terrenos da Rede Eléctrica Nacional (REN), avaliado em 500 milhões de euros. A eléctrica diz que está disposto a despender apenas 2% deste valor.

A Novabase destacou-se ao afundar 5,34% para 5,5 euros. A empresa de tecnologias de informação foi penalizada pelos resultados divulgados inferiores ao esperado, com resultado líquido a cair para os 80o mil euros. Os títulos da empresa de Rogério Carapuça já não registam uma valorização à 10 sessões consecutivas, tendo desvalorizado em seis desses dias.

O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] não seguiu o comportamento dos congéneres e fechou a recuar 0,61% para 12,80 euros

O Banco Comercial Português também fechou inalterado nos 1,47 euros. O banco liderado por Jardim Gonçalves vai colocar em prática o novo modelo comercial, que assentará na unificação das três marcas de retalho a partir de Setembro, noticiou o Jornal de Negócios. O banco espera poupar 100 milhões de euros com a implementação de uma marca única, referiu o «Diário Económico».

O Banco BPI (BPI) [BPIN] fechou inalterado nos 2,45 euros depois de ter passado a maior parte da sessão a liderar as perdas. O banco foi afectado pela realização de mais valias por alguns investidores.

A Portugal Telecom [PTC] cede 0,17%, tendo encerrado nos 5,95 euros. A operadora, que continua abaixo da barreira psicológica dos seis euros, tem perdido investidores para a congénere Telefónica, depois da companhia espanhola ter anunciado o aumento da «dividend yield» para cerca de 4%.

A Sonaecom [SNC] quebrou 1,03% para 1,93 euros. A empresa do grupo de Belmiro de Azevedo anunciou que a Optimus efectuou a sindicalização de 575 milhões de euros de dívida sénior por um período de 8 anos. A operação refinancia a dívida da companhia e fornece os fundos necessários para o desenvolvimento da tecnologia UMTS.

A Brisa limitou a perda do índice ao avançar 0,4% para 4,96 euros. A concessionária de auto-estradas apresenta as suas receitas de tráfego referentes à primeira metade de 2003, na próxima segunda-feira.

Por Diogo Simão




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