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EDP pressionada por direitos impede valorização da bolsa nacional

A bolsa nacional seguia em queda, em contra-ciclo com as congéneres europeias, com os direitos da EDP a pressionarem as acções que recuavam mais de 1%. O PSI-20 perdia 0,13%, com a Brisa e as empresas de media a subirem.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 12 de Novembro de 2004 às 12:29
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A bolsa nacional seguia em queda, em contra-ciclo com as congéneres europeias, com os direitos da EDP a pressionarem as acções que recuavam mais de 1%. O PSI-20 perdia 0,13%, com a Brisa e as empresas de media a subirem.

Os principais índices europeus avançavam impulsionadas pelas farmacêuticas que contrariavam as desvalorizações das petrolíferas. O PSI-20 recuava 0,13% para os 7.590,71 pontos com oito títulos a cair, quatro a subir e oito inalterados.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] seguia como o título que mais pressionava o principal índice nacional, a desvalorizar 1,28% para os 2,32 euros, no primeiro dia em que se negoceiam os direitos.

Francisco Guarmon, corretor da bolsa, acredita que os direitos vão ter «um impacto negativo» na EDP, mas considera que ainda «não está expresso no mercado». Segundo o mesmo corretor, «os direitos estão a negociar num valor justo, a possibilidade de arbitragem não existe». Os direitos [edpds] negociavam nos 0,11 euros, tendo oscilado entre os 0,1 e 0,12 euros.

O valor entre 2,6 e 3,2 mil milhões de euros, estimado pela EDP para as compensações pelo fim dos CAE saiu em linha ou acima das previsões dos analistas. Os cálculos do Millennium, tendo em conta um preço médio anual de mercado de 36 euros/MWh, sugere 3,3 mil milhões, enquanto o BPI assumindo 40 euros/MWh, estimava 1,9 mil milhões.

A PT Multimédia [ptm] perdia 0,8% para os 18,6 euros. O processo da Autoridade da Concorrência sobre as práticas da Portugal Telecom que são, alegadamente, violadoras das regras da concorrência deverá estar concluído no final do primeiro semestre de 2005, disse Abel Mateus aos jornalistas. Em causa pode estar a necessidade de obrigar a Portugal Telecom (PT) a abdicar do controlo de uma das redes que domina, a rede de cobre ou a de cabo. A PT [pt] seguia inalterada nos 9 euros.

A Brisa [brisa] contrariava a tendência de queda e avançava 1,09% para os 6,51 euros. O Grupo José de Mello anunciou hoje que comprou 5,06% dos direitos de voto da Brisa, por um total de 195 milhões de euros, ao Fundo de Pensões da Caixa Geral de Depósitos. Com esta aquisição o Grupo José de Mello reforça a posição de controlo na concessionária de auto-estradas para 30,87%.

A Impresa valorizava 5,58% para os 4,73 euros. As acções da companhia atingiram hoje uma valorização máxima de 7,14%, para um recorde desde Março de 2001, nos 4,80 euros, depois da empresa ter ontem anunciado que iniciou negociações com o Banco BPI, com vista a comprar a posição de 41,366% que banco detém no capital da SIC.

O restante sector de «media» seguia a tendência de avanço com a Media Capital [mcp] e a Cofina [cofi] a subirem 2,64% para os 5,45 euros e 0,26% para os 3,79 euros, respectivamente.

O sector de banca seguia inalterado, com o Banco Comercial Português (BCP) [bcp] a negociar nos 1,84 euros. O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] cotava nos 13,50 euros e o Banco BPI [bpin] seguia nos 3,16 euros.

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