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EDP sobe mais de 2% e leva bolsa a renovar máximo

A Energias de Portugal valorizava mais de 2% - renovando o valor mais elevado desde Outubro de 2001 – levando a bolsa nacional a máximos e a subir pela quinta sessão consecutiva. Com o contributo do ganho superior a 1% do Banco Comercial Português, o PSI-

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 09:29
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A Energias de Portugal valorizava mais de 2% - renovando o valor mais elevado desde Outubro de 2001 – levando a bolsa nacional a máximos e a subir pela quinta sessão consecutiva. Com o contributo do ganho superior a 1% do Banco Comercial Português, o PSI-20 avançava 0,56% e era entre os índices europeus o que mais ganhava.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 8.823,43 pontos depois de ter renovado uma vez mais o valor mais elevado de Junho de 2001, nos 8.839,79 pontos com nove acções a subir, cinco em queda e seis inalteradas. O índice português mantém a tendência positiva com que encerrou o ano, depois de ter registado na sexta-feira a décima semana de valorizações consecutivas, ou a série de subidas mais longa desde 1997.

Nas últimas cinco sessões, a Energias de Portugal tem sido o título responsável pela tendência do PSI-20, seguindo hoje a subir 2,18% para os 2,81 euros depois de já ter renovado o máximo desde Outubro de 2001 nos 2,82 euros. A eléctrica tem beneficiado das últimas notícias, acumulando uma valorização de 8,46% desde o início do ano, é já a «utility» europeia que mais sobe em 2006.

Para os analistas, as notícias das últimas semanas, quer vieram clarificar algumas «pontas soltas» em relação à eléctrica, justificam as valorizações. Hoje o mercado parece também ter reagido com agrado à notícia de que a Cajastur, que já detém 5% do capital da EDP, está disponível para aumentar a sua posição nesta empresa.

A contribuir também para a valorização do PSI-20, seguia o Banco Comercial Português [bcp] que, depois de ter fechado em queda nas últimas três sessões, despertava para ganhos de 1,30% para os 2,33 euros.

A restante banca acompanhava esta tendência com o Banco Espírito Santo [besnn] e com o Banco BPI [bpin] a subirem 0,37% para os 13,50 euros e 0,25% para os 3,99 euros, respectivamente.

Os máximos não se ficam pela EDP, já que quer a Cimpor quer a Semapa tocaram hoje novos máximos. A cimenteira avançava 0,85% para os 4,77 euros depois de ter renovado o valor mais elevado desde Julho de 2001 nos 4,80 euros. Já a Semapa atingiu hoje um máximo recorde de 7,14 euros seguindo a subir 0,71% para os 7,10 euros. O Banif , que somava 2,25% para os 17,70 euros, também renovou máximos nos 17,85 euros.

A Portugal Telecom [ptc] limitava os ganhos com uma queda de 0,80% para os 8,67 euros bem como a Brisa [brisa] que escorregava 0,69% para os 7,18 euros. A PT Multimédia também deslizava 0,31% para os 9,67 euros.

A Portugal Telecom vai voltar a pagar IRC sobre os lucros em 2006, depois de ter abatido o "crédito fiscal" que tinha nas finanças de 1.350 milhões de euros desde 2002, avança hoje o «Diário Económico». Este crédito resulta fundamentalmente do prejuízo apurado em 2002, na altura em que foi criada a empresa de telecomunicações móveis Brasilcel, no Brasil, com a Telefónica.

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