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Empresas americanas reforçam compra de acções próprias

As cotadas norte-americanas continuam a reforçar os seus programas de "buybacks". O primeiro trimestre do ano foi um dos mais fortes de sempre em operações de recompra de acções.

Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 15:10
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O arranque de ano negativo nos mercados accionistas está a levar as empresas norte-americanas a reforçarem as operações de compra de acções próprias. Empresas como a Apple e a General Electric (GE) estão a aumentar os seus planos de compra de acções próprias, tornando o primeiro trimestre deste ano num dos melhores de sempre em "buybacks".

As operações de recompra de acções dispararam 20% nos primeiros três meses do ano, face ao período homólogo de 2015, e 31% face ao trimestre anterior, segundo dados citados pelo Financial Times. Estas aquisições têm sido particularmente populares nos EUA, com as empresas a utilizarem a compra de acções próprias como uma forma de remunerar os accionistas, mas também dar um sinal de confiança ao mercado.

Empresas como a Apple, a General Electric, a McDonald’s e a Boeing lideram a lista das mais "generosas", enquanto a Exxon Mobil tem cortado o seu programa de recompra de títulos, com a petrolífera a ser castigada pela forte quebra das cotações do petróleo.

Com a correcção nas bolsas no início deste ano, as cotadas conseguiram comprar mais acções com o mesmo dinheiro. A média dos preços pagos pelas companhias nos primeiros três meses foi cerca de 5% inferior ao valor pago no trimestre anterior.

Num momento em que ainda está pendente a divulgação de algumas operações de recompra relativas ao último trimestre de 2015, a contagem dá conta de um investimento de 142,5 mil milhões de dólares na compra de acções próprias. Este montante compara com o recorde de 172 mil milhões registados no terceiro trimestre de 2007, 159,3 mil milhões no primeiro trimestre de 2014 e 157,8 mil milhões no segundo trimestre de 2007.

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