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Energia dá brilho ao PSI-20 na última sessão do mês mais negro desde março

O índice nacional alinhou com as praças europeias no verde, e contou com cotadas do setor da energia para o puxarem para a ribalta. Contudo, o mês de setembro termina com o saldo mais negativo desde março.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 30 de Setembro de 2020 às 16:43
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A bolsa nacional fechou a subir, no último dia daquele que foi o mês mais castrador para o PSI-20 desde março. O índice nacional valorizou 0,84% para os 4.067,02 pontos na sessão, mas conta perdas de mais de 5% no conjunto de setembro. Hoje, a maioria das cotadas - 13 - posicionaram-se no verde, contra apenas 4 no vermelho.

Lá fora, o sentimento positivo regressou com as esperanças de que a Casa Branca chegue a acordo para lançar um novo pacote de estímulos orçamentais, depois de o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, sugerir que avançará com uma proposta. 

Em Lisboa, as pesadas cotadas da energia afirmam-se no verde. A EDP Renováveis somou 2,02% para os 14,14 euros, a Galp subiu 1,99% para os 7,91 euros e a EDP apreciou 1,20% para os 4,20 euros. 

A liderança dos ganhos pertenceu contudo à Mota-Engil, que subiu 3,63% para os 1,08 euros. Ainda assim, este foi o pior mês da construtora desde 1998: registou uma quebra acumulada de 31,22%. A Mota-Engil contrariou, desta forma, os ganhos de 34,70% que acumulou em agosto, o mês em que foi anunciado um acordo de parceria com a empresa China Communications Construction Company (CCCC), a quarta maior construtora do mundo, que se irá tornar "um acionista relevante e um parceiro de longo prazo".

No caso da Galp, apesar do otimismo registado hoje, também não singrou no mês. A petrolífera conta em setembro o pior mês desde julho, com uma descida acumulada de 11,81%. 

Além da Mota-Engil e Galp, o BCP também merece destaque no horizonte mensal. À semelhança destas duas cotadas, o banco terminou esta sessão no verde, somando 0,88% para os 8,03 cêntimos. Contudo, a queda correspondente a setembro é de 18,64%. Este mês, o banco sofreu o efeito de contágio da banca europeia, que foi assolada por suspeitas de fraude. 

No acumulado de setembro o PSI-20 recuou 5,44%, com todos os pesos pesados em terreno negativo. Além das descidas já referidas da Mota-Engil, BCP e Galp Energia, as ações da EDP desceram 1,11% em Setembro e a Jerónimo Martins caiu 0,36%. Cinco cotadas conseguiram ganhar terreno. 

(Notícia atualizada às 17h)
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