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Energia e BES mantêm bolsa nacional no vermelho

Depois das quedas das últimas quatro sessões, a praça lisboeta volta hoje a desvalorizar, partilhando a tendência das pares europeias.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 09:51
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O PSI-20 cede 0,11% para os 4.884,70 pontos, com nove cotadas em alta e as restantes onze em queda. Na Europa, alguns índices chegaram a valorizar no início da sessão, animados pelas declarações da Reserva Federal dos Estados Unidos de que poderá avançar com novas medidas de estímulo, caso a economia norte-americana perca a dinâmica de crescimento.

Contudo, os receios em torno da Grécia voltaram a sobrepor-se no sentimento dos investidores, depois do Banco Central Europeu (BCE) ter confirmado que suspendeu o financiamento a alguns bancos gregos.

Por cá, tal como na sessão de ontem, a EDP volta a ser a cotada que mais penaliza o mercado nacional. A eléctrica cede 2,14% para os 1,876 euros, depois de ter tocado no valor mais baixo desde Setembro de 2003, nos 1,863 euros.

Este desempenho é acompanhado pela sua participada para as energias verdes. A EDP Renováveis desvaloriza 2,69% para os 3,15 euros.

Ainda neste sector, a Galp Energia corrige dos ganhos que acumulou na sessão de ontem, depois de ter anunciado uma nova descoberta de gás natural em Moçambique. Numa altura em que os preços do petróleo seguem a negociar sem uma tendência definida nos mercados internacionais, as acções da petrolífera cedem 0,34% para os 10,345 euros.

Já a Redes Energéticas Nacionais (REN) contraria as quedas do sector e soma 0,46% para os 1,962 euros.

Na banca, a tendência é também generalizadamente negativa. O Banco Espírito Santo (BES) volta a liderar as quedas, ao recuar 2,63% para os 0,518 euros, depois de ontem ter cedido mais de 8%. As acções do banco fixaram um novo mínimo histórico de 0,504 euros. O banco apresentou, na terça-feira, os resultados do primeiro trimestre, números que ficaram abaixo do esperado pelos analistas.

Já o Banco Comercial Português (BCP) desvaloriza 1% para os 0,099 euros, enquanto o BPI recua 0,26% para os 0,381 euros. Já o Espírito Santo Financial Group (ESFG) avança 0,39% para os 5,17 euros.

Outro dos pesos-pesados em terreno negativo é a Jerónimo Martins, que desce 0,26% para os 13,615 euros.

Nota negativa ainda para a Sonae Indústria, que cai 2,20% para os 0,49 euros, tendo já negociado no valor mais baixo de sempre, nos 0,475 euros.

A travar uma queda mais acentuada da bolsa de Lisboa está, essencialmente, a Portugal Telecom (PT), que soma 3,02% para os 4,055 euros. A operadora apresentou, antes do início da sessão, as suas contas referentes aos primeiros três meses do ano, números que ficaram acima do estimado pelos analistas. Os lucros da empresa recuaram 56,4% para os 56,5 milhões de euros, quando as estimativas apontavam para resultados líquidos de 39 milhões de euros.
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