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Energia e Nos penalizam PSI-20

A Nos e os títulos ligados à energia negociaram no vermelho e foram os principais responsáveis pela desvalorização do índice de referência da bolsa nacional, que foi no entanto a que menos terreno cedeu na Europa Ocidental.

Miguel Baltazar/Negócios
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2016 às 16:52
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A praça lisboeta fechou em ligeira baixa, pressionada sobretudo pela Nos, EDP e EDP Renováveis.

 

Nas restantes praças do Velho Continente, a tendência foi também generalizadamente negativa, com excepção de Espanha, onde o índice Ibex 35 esteve a ser impulsionado pela banca, com destaque para o Santander e o BBVA.

 

Por cá, o PSI-20 encerrou a ceder 0,19%, com 10 cotadas em baixa e 7 em alta.

 

A energia foi um dos sectores que mais contribuiu para o mau desempenho da bolsa nacional, com destaque para a EDP, que desvalorizou 1,69% para 3,08 euros. Já a sua subsidiária para as energias renováveis resvalou 2,45% para se fixar nos 6,72 euros. A REN, por seu lado, recuou 2,24% para 2,664 euros.

 

A Galp foi a excepção neste sector, ao avançar 1,34% para 10,95 euros, isto apesar daqueda dos preços do petróleo à conta da valorização do dólar. 

 

A Nos também influenciou a queda do índice de referência nacional, ao fechar a perder 2,35% para 6,281 euros. Já a Pharol ganhou terreno, a subir 0,44% para 0,23 euros.

A travar maiores perdas esteve a banca. O BCP encerrou a somar 5,59% para 0,0378 euros e o BPI disparou 8,98% para 1,019 euros.

 

A Jerónimo Martins, que chegou a negociar no verde esta sexta-feira, terminou a jornada a ceder 0,31% para 12,68 euros.

Nas papeleiras, a tendência foi igualmente queda. A Altri perdeu 4,17% para 3,49 euros, a Semapa recuou 0,55% para 10,78 euros e a Portucel depreciou-se em 1,60% para 2,949 euros.

 

Ontem, 4 de Fevereiro, a Portucel reportou um aumento de 8,2% dos lucros em 2015, para 196,4 milhões de euros. Os analistas do Haitong aplaudiram os resultados, apesar de considerarem que não trazem notícias muito importantes. "Achamos que os resultados foram fortes e que [a empresa] continua a ser uma das histórias mais atractivas da Península Ibérica com um crescimento visível no horizonte e relativamente protegido contra a deterioração que os mercados emergentes atravessam", assumem os analistas do Haitong numa nota de análise. 

 

A Mota-Engil, por seu lado, avançou 2,16%, encerrando a valer 1,37 euros, depois de ter sido formalizada a parceria entre a Ascendi e a Ardian, que passa a fazer parte da gestão das auto-estradas da Mota-Engil.



(notícia actualizada às 17:03)

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