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ESFG cai mais de 7% e renova mínimos históricos

O ESFG segue a perder mais de 7%, tendo já renovado mínimos históricos nesta sessão. Os analistas consultados pela Negócios consideram que esta evolução pode ser justificada pelas alterações societárias no Grupo Espírito Santo, bem como pelas provisões no valor de 700 milhões de euros que a instituição vai fazer.

Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 11:58
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O Espírito Santo Financial Group (ESFG) segue a perder 7,52% para 3,996 euros por acção. Os títulos da “holding” que detém o Banco Espírito Santo (BES) voltaram a renovar mínimos históricos nesta sessão, quando perdeu 9,51% para negociar nos 3,91 euros. Esta é a quinta sessão consecutiva que o título renova mínimos históricos.

 

O volume de acções transaccionadas por este título, nesta terça-feira, é superior a 220 mil, quando a média diária dos últimos seis meses é de perto de 42 mil acções.

 

Os analistas consultados pela Negócios consideram que as notícias reveladas há cerca de duas semanas, e que avançam que o Grupo Espírito Santo está a proceder a uma reorganização societária e que o ESFG vai ter de fazer uma provisão de 700 milhões de euros para fazer face à exposição, directa e indirecta, à área não financeira do GES, podem explicar esta evolução.

 

Steven Santos, gestor da XTB Portugal, defende que a reorganização societária e a necessidade de provisões de 700 milhões de euros, anunciadas há cerca de duas semanas, “têm vindo a penalizar o título”. Além disso, apontando que as acções do ESFG têm pouca liquidez, o responsável sinaliza que “pode ter havido algumas ordens” de venda dadas por, nomeadamente, “investidores institucionais” que justificam esta evolução e liquidez nesta sessão.

 

Gonçalo Salvado, analista da Dif Broker, considera que a necessidade de efectuar provisões no valor de 700 milhões de euros “pode fragilizar o título”. “Em termos fundamentais (...) é a única” razão aparente. O título “foi testar os mínimos históricos. A acção nunca negociou neste valor” pelo que está a quebrar uma “barreira psicológica que pode acelerar” este movimento descendente das acções, sustenta ainda Gonçalo Salvado.

 

Esta exigência de criar provisões no valor de 700 milhões de euros, destinada a fazer face à exposição, directa e indirecta, à área não financeira do Grupo Espírito Santo (GES) vai obrigar a um reforço de capitais da “holding” que é a estrutura de topo do braço financeiro, do ponto de vista do supervisor. É que esta almofada, destinada a garantir o reembolso da totalidade do valor investido por clientes do BES em papel comercial de empresas do GES, vai agravar os prejuízos do ESFG relativos a 2013 e deteriorar os rácios de solidez da “holding”.

 

“No curto prazo não encontro” possibilidade de reversão do título, acrescentou.

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