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Espírito Santo Research prevê mais pressão nas acções do BCP

As acções do BCP estão em forte queda este ano e a Espírito Santo Research antevê mais pressão sobre as acções do maior banco privado português, devido à incerteza que irá marcar o banco até se saber quem será o próximo CEO do BCP.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 03 de Janeiro de 2008 às 11:23
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As acções do BCP [bcp] estão em forte queda este ano e a Espírito Santo Research antevê mais pressão sobre as acções do maior banco privado português, devido à incerteza que irá marcar o banco até se saber quem será o próximo CEO do BCP.

O Jornal de Negócios noticia hoje que a Teixeira Duarte, quarto maior accionista do BCP, não exclui a possibilidade de rever o apoio expresso anteriormente à candidatura liderada por Carlos Santos Ferreira para a administração do maior banco privado português.

As acções do BCP fecharam ontem a descer mais de 4%, hoje estão de novo em forte queda e a Espírito Santo Research, numa nota de hoje, diz que é de esperar "mais pressão sobre as acções no curto prazo,, pois a incerteza acerca do resultado final da AG de 15 de Janeiro e quem será o próximo CEO do banco ainda permanece intacta.

A ESR tem uma recomendação de "neutral" para o BCP, com um preço-alvo de 3,20 euros, que se encontra 17,6% acima da actual cotação.

As acções do BCP descem 2,86% para 2,72 euros. O mínimo da sessão foi obtido nos 2,70 euros, após uma queda de 3,57%, uma cotação que é a mais baixa desde 27 de Setembro de 2006. A queda de hoje levou a capitalização bolsista do maior banco privado português a baixar de novo a fasquia dos 10 mil milhões de euros.

Desde o início da semana as acções já desceram mais de 8%.

Apesar da lista de Miguel Cadilhe parecer ter menos apoios que a de Santos Ferreira, a existência de dois candidatos à liderança do banco mantém "a incerteza ao fim de tantos meses", lembrou José Fialho, analista do BIG. Segundo o mesmo responsável, quando, "em termos de mercado já se começava a ver alguma estabilidade", a chegada de uma lista rival para o conselho de administração do banco "veio trazer alguma volatilidade ao título". O analista do banco de investimento considera ainda que "a banca portuguesa está cara relativamente às congéneres europeias"

Também John dos Santos, da Lisbon Brokers, defende que a instabilidade que se vive na instituição é a principal responsável pela queda das acções. "A primeira lista era bem aceite pelo mercado. Com a chegada de outra lista e havendo guerra de palavras na opinião pública, voltou a trazer-se a incerteza para a assembleia geral", explicou.

De acordo com o analista, o título apenas deverá estabilizar após a assembleia geral, centrando novamente as atenções no plano estratégico do banco.

A queda do BCP deve-se também à conjuntura negativa das bolsas e especialmente do sector financeiro, com os investidores a temerem uma possível recessão nos Estados Unidos.

Hoje o DJ Stoxx50 desce 0,55%, com o índice para o sector bancário a perder 1,16%.

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